sábado, 25 de abril de 2009

A Cura de uma criança.

por Magridt G. Luz



Este artigo é um testemunho retirado do livro:

"Os Segredos de Deus – Uleidice Rocha".


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A Cura de uma criança.


Estarei escrevendo abaixo o testemunho de uma mãe e sua filha que foram curadas. (tinha sua filha uma enfermidade por incurável aos olhos da medicinma humana):

“A palavra de Deus, no Livro de Hb 2:4, nos afirma que: ‘Ao mesmo tempo, por meios de sinais de poder, maravilhas e muitos tipos de milagres, Deus nos confirmou o testemunhos deles. E, de acordo com sua vontade, distribuiu os dons do Espírito Santo’.”


Baseada nesta verdade, eu quero compartilhar uma experiência marcada por sinais e maravilhas de Deus no nascimento de minha filha Déborah.


No primiero trimestre de gestação Deus falava para mim, através de seus profetas que grande era a fúria do inimigo contra minha vida, e que o mesmo tentaria de várias formas tirar a vida da criança, até mesmo através de uma enfermidade que me acometeria. (posteriormente, o Espírito Santo nos levou a discernir que havia legado na área de aborto –maldição hereditária por parte de minha avó materna – o que estava até então permitindo a atuação do espírito de morte e outros. Tratava-se de maldições hereditárias que ainda não haviam sido quebradas e canceladas, no mundo espiritual. Ele nos conduziu passo a passo, através de dons espirituais, até que a benção veio por completo).


“Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em tí. Porque Eu Sou o Senhor, Teu Deus, o Santo de Israel, o Teu Salvador;[...]” (Is 43:2,3).


No início da Gravidez fiz o exame preventivo contra o câncer no colo uterino e para minha surpresa o exame constatou ‘Neoplasia intraepitelial cervical grau II e pólipo.’ O Médico Oncologista orientou não tratar devido a gravidez. Eu e a autora deste livro, (minha mãe do coração), entramos diante de Deus e

Ele mostrou que eu recebia dois envelopes contando resultados negativos para o câncer do colo uterino.


Fiz dois novos exames, incluindo colposcopia e biópsia, ambos com resultados negativos (-) para a neoplasia intraepital cervical. Glória a Deus, que fez cumprir sua palavra profética e eu recebi cura.


No quinto mês de gestação, tive infecção urinária que se agravou contaminando o líquido amniótico e desencadeou o trabalho de parto pré-maturo. A principio, fiquei internada tomando remédio para cessar o trabalho de parto, sendo submetida a repouso absoluto. A conduta do médico estava contraria a vontade de Deus. Pois, Ele (Deus) já havia revelado a data do nascimento da criaça para sua Vovó (autora deste livro), embora a mesma guardasse em silêncicio. Também tinha o Espírito Santo de Deus falado com o meu esposo a caminho do hospital: “Até aqui você ouviu falar de mim, mas eis que agora os teus olhos me verão face a face.”


Foram muitas as maneiras do falar de Deus para comigo através dos seus profetas. E mesmo sendo provada, em nenhum momento Ele me deixou só.


Ao completar seis meses de gestação, o que prevaleceu, foi a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.


A criança nasceu de parto normal. O obstetra constatou o líquido amniniótico totalmente infectado o que traria a morte se a criança permanecesse.


Aleluias!!! No dia 23-06-05, Déborah nasceu. Ela nasceu com sepse (infecção), chegou a pesar 950 gramas; teve “Icterícia patológica” (aqui abro um parentese) Deus mostrou em visão para meu esposo, que sobre a criança na U.T.I infantil iradiava uma luz azul que a curaria”. No horário de visita dos pais, estava um representante com uma lâmpada para “fototerapia de ultima geração” e ao testá-la escolheram minha filha para comprovar a sua eficácia. Enfim, Déborah foi curada da icterícia em poucos dias evitando a Hemotransfusão.


O Salmista Davi disse: Elevo os meus olhos para os montes: de onde me viá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os ceus e a terra” (Salmos 121:1,2); de fato nós comprovamos isso quando recebi a notícia por telefone da médica intensivista que Deborah estava naquele momento indo para o Centro cirurgico em carácter de emergência para a cirurgia dos olhos, pois a oftalmologista foi a U.T.I avaliar outra criança mas decidiu também avaliar minha família e constatou a “retinopatia”, que em muitos casos leva a cegueira se não tratar a tempo.


A angustria era grande! Às vezes nem entendíamos o porque de tantas provações. E faltava-me fé. “sem fé é impossível agradar a Deus” (HB 11:6). “Os que confiam no Senhor são como o monte sião, que não se abala, forme para sempre”. (Sl 125:1).


Depois, minha filha foi submetida a outra cirurgia de “refluxo gastroesofágico”. O Espírito Santo falara, dias antes da cirurgia que estava enviando “anjos-médicos anciãos” até a U.T.I para curá-la, porém minha fé foi muito abalada e tive dúvida. Deus falava em cura, mas... o quadro clínico não era favorável.


E como consequência da minha falta de fé, o deserto pelo qual eu passava, ficou mais hoistil e demorado para atravessar.


Deus mostrou em uma visão que eu era como Hagar e seu filho no deserto. Continuavam as provações... E no pós-cirurgico a criança contraiu infecção hospitalar agravando o quadro. E novamente Deus usou a sua serva (autora do livro) para me dizer que era para eu clamar por nmisericórdia para que Ele revertesse àquela situação. Completando 93 dias de U.T.I, Deborah recebeu alta hospitalar com o quadro de “hemorragia Intracrâniana”, “hidrocefalia”, e “alergia alimentar grave”, tendo de se alimentar de um leite importado, caríssimo, chamado “Neocate”.


O deserto aumentou quando eu tive que acompanhar minha filha com vários especialistas como: oftalmologista, gastrologista, neorologista, e fisioterapeuta. Finalmente, após muito desgaste físico e mental, já não suportando mais eu me rendi totalmente aos pés de Jesus. E pedi ao meu esposo que fosse ao monte do Senhor para orar, e que levásse consigo aqueles exames de minha filha e os apresentasse diante Dele pedindo cura (Sl 24).


Naquela hora, eu orava em casa com a criança nos braços, de joelhos no chão, clamando e chorando com a alma, pedindo que: assim como aquela mulher do fluxo de sangue que pedessia a doze anos fora curada, ao tcar a orla das vestes de Jesus Cristo, que Ele próprio tocá-se em nós, naquele instante, e Dele saísse virtude capaz de mudar a nossa história e finalizar o deserto.


‘Ama o Senhor porque Ele ouviu a minha voz e a minha súplica, porque inclinou para mim os seus ouvidos; portanto envocaloei enquanto viver’ (Sl 116: 1,2).


No “monte dos gravetos que se acendem, em (Vilha Velha-ES), estava meu esposo e um grupo de pessoas, inclusive a autora deste livro que me abriu um espaço em obediencia a voz do Senhor, que discera autrora, aravés de duas mulheres-profetizas Dele, que o testemunho de Demorah estaria neste segundo livro. E quero ressaltar que ela é testemunha de tudo que nos sucedeu visto que, naquele tempo, morávamos dentro de sua casa e Deus a usou tremendamente através dos dons espirituais: Visões, sonhos, revelações e profecias, para nos deixar a par de tudo o que nos sobreviria. Porque Deus não deixa os seus filhos desavisados.

“por acaso, o Senhor Deus faz alguma coisa sem revelar aos seus servos, os profetas?” (Amós 3:7).

Pois bem, lá naquele monte estávam três pastrores orando, os quais até então não eram conhecidos pelo grupo ali. Eles foram tocados pelo Senhor a se dirigirem ao local onde o pequeno grupo orava. Um daqueles pastores (de Ipatinga-MG) ao se aproximar do grupo, se dirigiu ao meus esposo e falou, usado pelo Senhor: “Estou Eu curando ela neste instante...”


Tomamos posse daquela palavra do Senhor, na boca daquele profeta e fomos ao centro de diagnósticos por imagem e foi feita “ressonancia magnética encefálica”. E para aumentar a sua fé amado(a) leitor(a) estava escrito: “não há nenhuma evidência de imagem de hemorragia intracrâniana e nem lesão progressiva”. Oh Glória!!! Aleluias!!! Este é o Deus que nós servimos.


Ao retornar após um ano na neurologista e lhe contar o testemunho de cura, a mesma confirmou a cura de Deborah. E me informou que como eu não havia voltado acerca de um ano atrás, o “Eletrocefalograma” de Deborah havia dado muitas alterações e que solicitou o meu comparecimento ao consultório para medicá-la, pois teria “crises convulssivas”. Porém, além de não ter a procurado, naquela época, eu não recebi o recado, porque o meu Deus me polpou de mais uma situaçào e nos levou para o monte de onde vem o socorro.


Monte é lugar de vivenciar o sobrenatural de Deus. Esperimente também! “provai e vede que o Senhor é bom” (Sl 34:8). “subirei ao monte santo do Senhor, tocarei a face do meu salvador. Celebrarei a Deus com júbilo, celebrarei a Deus com cânticos”.

Deborah, para a honra e glória do Senhor nosso Deus, não tem nenhuma sequela. Ela, neste momento de agosto de 2007, está com 2 anos e 2 meses de idade e pode andar, correr, falar e dançar na presença de Deus. Aleluias!!!.


Relato de: Renata Kabyelle S. C. Oliveira e Wedson ferreira de Oliveira – Pais de Deborah.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ana Paula Valadão e Isaque

Vídeo clipe da música que a Ana Paula Valadão compôs em gratidão a Deus, por ter ouvido sua oração e ter lhe concedido ser mãe, visto que, ela não conseguia, baseada no salmo 126.




domingo, 12 de abril de 2009

*A espera do milagre da vida!




Em nosso blog, procuramos compartilhar nossas experiências em Deus como mães. Eu e a Magridt não passamos pela experiência de infertilidade, porém, entendemos que tivemos filhos no tempo que Deus preparou para nós.

Diante disso, senti o desejo de escrever um artigo sobre o tempo de Deus para nós assumirmos o papel de pais no Reino.

Um dos sonhos de todo casal é gerar filhos, para a mulher, conceber e dar a luz a um filho é maravilhoso e inexplicável e para o homem o orgulho de ser papai.

Toda mulher quer ter a experiência de ser mãe, poder gerar um filho no seu ventre, sentir mexer
e ouvir as batidas do coraçãozinho do bebê.

Em nossos dias, a infertilidade é um dos temas que mais preocupam os casais que querem realizar esse sonho.

Para pesquisadores tudo tem uma explicação, ou seja, a mulher ou o homem tem algum problema que impede uma gravidez. Como por exemplo:

-Fator Turbário

-Fator Ovulatório

-Fator Uterino
-Fator Cervical

-Fatores Imunológicos

-A Endometriose

-Fator Masculino (Doenças genéticas, traumatismo testicular, varicocele, vasectomia, seqüela de drogas lícitas, infecção sexualmente transmissível, complicações da caxumba, entre outros, devem ser avaliados).

Obtenha todos os detalhes dos problemas acima acessando:

http://www.fertil.med.br/index_arquivos/Page392.htm

Para o homem todos estes fatores podem impedir uma gravidez, tão desejada, mas, podemos relatar a vontade e o tempo de Deus para um casal ter filhos, a partir do momento que suas vidas estão totalmente entregue a Deus.

A bíblia diz em Eclesiastes 3, tudo tem seu tempo determinado, há tempo para tudo o que há debaixo do céu.

Sei que o desejo de ter filhos é um sentimento forte, ainda mais quando vemos nossos parentes e amigos dando a noticia de uma gravidez, com isso, parece que aumenta mais ainda esse desejo.

Quem nunca ouviu uma história assim? Uma mulher que não podia engravidar e Deus preparou o momento certo, a hora certa para que fizesse tratamento, dando todos os medicamentos, preparando os médicos e abrindo todo o caminho que deveria seguir e após isso, engravidou.

Por outro lado, conheço uma história onde a mulher e o homem tinham problemas, jamais ela poderia engravidar. Fizeram exames que comprovaram a infertilidade de ambos e era algo impossível para os médicos, mas, totalmente possível para Deus. Quando eles menos esperavam, ou seja, no tempo de Deus, ela estava grávida e sem nenhum tratamento.

Vários casos onde o homem ou a mulher era estéril, mas não perderam sua fé, continuaram crendo no impossível e Deus deu o previlégio de realizarem o sonho de serem pais.

Com esse artigo, quero gerar fé e encorajar mulheres que ainda não conseguiram engravidar a se tornarem cheias de fé, confiando nas promessas de Deus e acreditar no tempo que o Pai preparou para cada uma.

Podemos ver várias histórias onde pessoas que tinham algum problema e não podiam ter filhos, mas no tempo de Deus puderam realizar esse sonho.

Na bíblia histórias nos revelam que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, tudo está debaixo da vontade Dele e tudo tem seu tempo.

Na vida de Sara


O poder de Deus em dar um filho a Sara, ela era estéril e velha em idade, mas foi o tempo de Deus para sua vida. Foi um tempo determinado pelo Senhor.

(Gênesis 11:30) - E Sarai foi estéril, não tinha filhos.

(Gênesis 17:17) - Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?

(Gênesis 17:21) - A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.

Na vida de Raquel

Raquel queria muito ter filhos, mas também era estéril, sempre pedia filhos para Deus, pois Lia sua irmã já tinha dado muitos filhos a Jacó.

(Gênesis 29:31) - Vendo, pois, o SENHOR que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril.

(Gênesis 30:22) - E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre.

Na vida de Ana


Ana queria muito ter filhos, ela orava e chorava muito ao ponto de Eli, achar que estava embriagada. A vida de Ana estava totalmante entregue nas maos do Senhor, pois Deus tinha “cerrado sua madre”, estava sendo feita a vontade de Deus na vida dela.

Mais tarde, no tempo do Senhor, Ana concebeu e deu a luz a Samuel e mais tres filhos.

(I Samuel 1:20) - E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR.

(I Samuel 2:21) - Visitou, pois, o SENHOR a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.

Através destas histórias podemos ver o desespero destas mulheres em não poder conceber e dar a luz. Elas tinham vidas entregues nas mãos de Deus, o Pai cuidava delas, sabia de todos seus sentimento e vontades, mas, não desistiram de orar e pedir a Deus o que elas mais queriam.

Tiveram fé, acreditavam que somente Deus poderia dar filhos a elas no tempo que Ele preparou para cada uma.

Essas mulheres precisam ser exemplo de fé e total entrega de suas vidas à Deus, para nós, pois creio que Deus está nos preparando para no seu tempo nos dar filhos e assim podermos desfrutar desse momento especial, que é gerar um filho.

Muitas vezes Deus proporciona a cura pelas mãos da ciência, muitas vezes, Ele agracia com um milagre, simplismente pela graça ou através da fé em oração. Mas o fato é que com problemas de infertilidade ou não todas nós estamos sujeitas ao tempo e a vontade de Deus.

O que não podemos é perder a fé e a confiança em Deus que no tempo certo ele nos dará sua herança, ou seja, filhos.



sábado, 4 de abril de 2009

*Medo da dor de parto, sentir ou não sentir?


por Magridt Gollnick Luz




Quando pensamos no nascimento de um filho, uma das primeiras coisas que nos atemorizam é a dor de parto. A dor do parto é algo vivenciado pela mulher desde a criação do mundo, uma vez que Eva foi a primeira a senti-la.
Originalmente, não era vontade de Deus que a mulher sentisse essa dor, mas devido ao pecado, essa maldição foi lançada sobre a humanidade:

“Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concepção; com dor terás filhos;” Gn3.16

Desde então, é assim em meio à dores que a humanidade tem nascido. Porém, qual era o propósito original de Deus quanto ao nascimento? Era um parto sem dor! E isso é possível? Sabemos que é plano de Deus restaurar todas as coisas, segundo o Seu propósito original, quando o Senhor Jesus trouxer em plenitude o Reino de Deus. 
Mas asseguro, sem nenhuma sombra de dúvida que é possível sim ter um parto prazeroso mandando para longe o medo da dor, e não falo de intervenção médica por meio de anestesia, ou do uso de outros meios como o parto cesária, falo de algo natural, e sem nenhuma intervenção. Falo do milagre da cruz, que levou todos os pecados e anulou todas as maldições. “ Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Is 53.4-6
Jesus na cruz, com seu sacrifício de amor por nós, aboliu tudo oque nos oprimia, nos deu liberdade de toda a sorte de enfermidades e maldições.
Jesus já levou sobre si tudo o que nos oprimia, ele já a sofreu por nós, mas para recebermos esse benefício precisamos crer e tomar posse.

Como mulheres já não precisamos continuar a ser atormentadas com medo da dor de parto. Podemos usufruir do benefício conquistado na cruz. Basta alcançarmos a fé necessária para tomar posse.

Maldições sejam elas qual for a categoria devem ser quebradas, até mesmo as maldições que o próprio Deus lançou devido à nossos pecados. Pois:
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; “ Gálatas 3:13
Renunciar o medo da dor do parto e quebrar essa maldição é algo que deve ser feito por toda parturiente cristã, para que esse momento tão lindo do nascimento de seus filhos resgate o propósito inicial de Deus.

Parto sem medo e até mesmo sem a sensação da dor propriamente dita é possível sim! Sou testemunha viva disso, vivenciei essa experiência no parto de meu filho. Esse resultado foi alcançado com a soma de alguns ingredientes indispensáveis: muita fé, determinação , e total confiança em Deus.
Foram 9 meses de preparação, física, psicológica e espiritual. 
 A partir do momento que descobri que gerava uma vida, procurei zelar pelas minhas responsabilidades, para que eu fizesse o melhor, não como para mim, mas como para Deus.
Procurei cuidar do meu corpo, da alimentação, da saúde do bebê, fiz o pré-natal e exames, tomei vitaminas, procurei me exercitar.
Comuniquei família e amigos que a partir daquele momento, problemas e notícias ruins deveriam passar longe de mim, pois todo o emocional da gestante passa para o bebê, e ele sente tudo o que a mãe sofre no exterior. Minha prioridade passou a ser cuidar da benção que Deus me dera, isso passou a ser meu ministério, por tempo indeterminado... até quando Deus queira me usar nele.
Agitação, preocupação, discussão, situações de tensão e estress, correria, ativismo, passaram a ser evitados.
Calma, tranqüilidade, paz, pensamentos positivos, alegria, bem estar, foi tudo o que procurei sentir naqueles 9 meses. Costumava dizer que estava literalmente “chocando” em meu doce ninho.
E o espirito, também sempre sendo alimentado, o que fortalecia ainda mais o físico e o psicológico. A minha maior inspiração, para o momento do parto, foi o nascimento de Jesus:

“A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. “Lc2.5-7


Quando perguntava a Deus como ele gostaria que fosse o nascimento de meu filho, sempre vinha em minha mente o nascimento natural do filho dEle: Jesus! Me emociono só em escrever... Acho que se a minha convicção quanto a vontade de Deus para o nascimento do meu filho fosse descrita em um diálogo entre eu e Deus seria esta a resposta de dEle para mim: “bem minha filha, o meu primogênito nasceu assim: (Lc2.5-7-versículo citado acima) não vejo melhor forma!”

Realmente o nascimento de Jesus me inspirou e fortaleceu, pois cada vez que pensava em ficar com medo ou com qualquer sentimento de dúvida, lembrava de Maria ali naquele estábulo. Tudo o que ela tinha era José ao seu lado e a presença de Deus. Não haviam, médicos, enfermeiras, instrumentos, nem medicamentos, não havia nada! E nada disso foi necessário, pois o filho de Deus nasceu da maneira mais natural possível, da maneira original, assim como Deus inventou o parto. Um Parto Natural, foi esse o parto que Maria teve.

Desde os anos 80, com a popularização das questões ecológicas, e com os movimentos de resgate de uma vida mais saudável, natural e espiritualizada, muitas mulheres passaram a optar pelo "Parto Natural", sem intervenções, sem anestesia e domiciliar em muitos casos. É o parto onde o médico simplesmente acompanha . É o parto normal sem intervenções como anestesias, episiotomia e indução. O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida. Desejei e optei para mim ter esse tipo de parto!

Gostaria de falar um pouco como funciona em nossa cabeça a relação MEDO X DOR .
Digo "nossa cabeça" pois tudo depende dela, se estamos calmas, seguras, confiantes, nosso cérebro envia mensagens para que sejam produzidos anestésicos naturais. O anestésico natural para o trabalho de parto é a ocitocina e as endorfinas, hormônios produzidos pelo organismo da mulher .

Uma vez produzindo esses hormônios, é possível sentir sensações de prazer ao dar a luz ao invés de dor intensa.
Infelizmente a inibição da produção de endorfina, pode ser gerado pelo estado psicológico da gestante no momento do trabalho de parto. Nervosismo, ansiedade, medo, constrangimento, tudo isso pode bloquear a produção dos anestésicos naturais. Ter medo gera tensão, tensão aumenta a intensidade da dor e, principalmente, a percepção que a pessoa sob situação de medo e tensão tem da dor. Mais dor, mais medo. Mais medo, mais tensão. Ou seja, um ciclo vicioso que conhecemos como ciclo 'medo-tensão-dor', em que uma coisa vai retroalimentando a outra. Isso tudo resulta num trabalho de parto com dor extrema, ou até na interrupção do desenvolvimento do trabalho de parto, necessitando o uso da cesariana.

A liberação da ocitocina é inibida por influências diretas:
• Medo e ansiedade.
• Injeções anestésicas, que fazem “dormir” as áreas sensíveis à ocitocina.
•“Inundação” dos locais receptores por doses exógenas de ocitocina( artificial)   que reduzem a sensibilidade a ocitocina endógena.
• Episiotomia - reduz o estiramento do períneo.
• Separação da mãe e do bebê, com a perda resultante de contato pele com pele.
E influências indiretas:
• Crenças e atitudes, que podem levar à vergonha, embaraço.
• Lembranças, ex.: abuso sexual anterior - levando ao medo e à ansiedade.

Outro fator decisivo para o trabalho de parto transcorrer normalmente, é respeitar o tempo do bebê para nascer, uma vez que quando ele está pronto, seus próprios pulmões enviam substâncias para a mãe avisando de que o trabalho de parto deve iniciar, e o organismo da mãe juntamente com a ajuda do bebê se encarregam de todo o processo naturalmente. Hoje em dia propagou-se uma falsa informação de que o período máximo para o nascimento de um bebê, é de 40 semanas, quando na verdade o período para o nascimento varia entre 38 à 42 semanas, sendo que as 40 semanas são um meio termo entre as 38 e as 42 semanas. Ou seja as 40 semanas são apenas a data “provável” de parto, podendo ser 2 semanas antes, ou 2 semanas depois. Não há motivo para tanto alarde, entre mães, achando que seus bebês estão “passando da hora”, e médicos apressando mães para uma “lucrativa” cesariana. É muito comum encontrar gestantes dizendo “já estou com 39 ou 40 semanas e ainda não tive contração, acho que vou ter que induzir o parto ou fazer cesariana”. Pensamento este totalmente incabível e próprio da desinformação de muitas gestantes. Tecnicamente não existe falta de dilatação em mulheres normais. Ela só não acontece quando o médico não espera o tempo suficiente. Como já explicado aqui no artigo “Mitos e Fatos sobre o parto normal”, mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Mas esta informação tem mais haver com conseguir chegar a ter um parto normal, antes que o médico interrompa a gestação.

Mas voltando ao tema, posso definir que o parto sem medo é um conjunto de vários fatores que precisam ser trabalhados durante os 9 meses.
No meu caso como já descrevi, foi a união do preparo físico, do psicológico e sobre tudo a confiança em Deus e em sua promessa dos benefícios conquistados na cruz.
No dia do nascimento de meu filho, senti muito forte, a presença de Deus, e a alegria do Senhor foi a minha força, como já descrevi no “Relato de parto do Mikhael” aqui no blog, sugiro que leiam!

Precisei também estar firme em meus propósitos, para não deixar o sistema me intimidar, pois todo o ambiente hospitalar, médicos, enfermeiras, correria, luz forte, gritos de outras parturientes, são coisas que deixam qualquer mulher nervosa e "travada" às vésperas de ganhar seu neném. E aí já sabe, se “travar”, trava tudo mesmo, o trabalho de parto para, e aí vem a famosa desculpa: “não teve dilatação”. Mas não teve dilatação porque os hormônios(ocitocina) que provocam a dilatação pararam de ser produzidos pelo cérebro devido a situação de estresse!
Era para evitar uma possível situação dessas, que eu particularmente preferia ter tido um Parto domiciliar, como também expliquei no Relato de Parto, pois existe calma maior que em nosso próprio lar, onde eu poderia por exemplo, dar a luz ao som de minha musica preferida, com o cheirinho da minha cama, e junto daqueles que amo? Sem correria, sem intervenções, sem regras hostis, e no máximo com um profissional da saúde para me assistir. Esse é o Parto Domiciliar, que também não deixa de ser um Parto Natural, ou seja é o parto que Eva e suas descendentes tiveram, até o surgimento das maternidades! É um parto que naturalmente todas as mulheres podem ter o privilégio de viver.
Não vou ser hipócrita dizendo que não senti absolutamente nada durante o parto, porque graças a Deus senti todas as maravilhosas sensações, passo a passo. Cada contração, a cada uma sabia que era uma a menos para a chegada de meu bebê, sentia meu corpo abrindo passagem para o bebê, senti o bebê coroando, e por fim ele nascendo. Senti tudo! foi desconfortável? Foi! Assim como com qualquer nova situação na vida, a que não estamos acostumadas. Mas em nenhum momento a dor ou o medo me dominaram, em todo o tempo eu estive no controle de meu corpo, e de minha mente. Se deixarmos, a dor vem com tudo, e  toma conta mesmo ! Mas não foi assim, o que sobressaiu foram as sensações, a concentração no fato de que em mais um pouquinho de tempo, eu estaria com meu bebê. Tudo isso ajudou muito!

Não posso deixar de citar, algo que também foi fundamental para o desfecho: O uso das Técnicas Naturais para diminuição da dor de parto. São os banhos quentes(mesmo na maternidade), o uso da Bola Suiça, as massagens do companheiro(meu amado Michel), e caminhar muito! Tudo isso só foi possível porque escolhi uma maternidade que usa o princípio do Parto Humanizado, aquele onde o ritmo da mulher é respeitado, e ela protagoniza seu parto.
Portanto,é importante verificar a visão da maternidade escolhida para ter seu bebê, pois certos procedimentos de rotina como ficar deitada numa cama, induzir o parto, estourar a bolsa, não ter liberdade para ingerir líquidos, se movimentar, ou ter que ficar afastada do companheiro, são grandes inibidores do trabalho de parto.

Quero falar um pouco acerca dos métodos Farmacológicos para alívio da dor em trabalho de parto, as anestesias. Elas são assim chamadas farmacológicas porque utilizam alguma droga, ou fármaco.
A anestesia pode apresentar a vantagem da inibição da dor, mas também tem suas desvantagens. Aos meus olhos a primeira delas é a de que a anestesia, utiliza nada menos que drogas. Drogas estas que dopam a mãe e que sempre acabam sendo passadas também para o bebê. As conseqüências observadas são várias, a mãe não sente dor, mas em contrapartida, muitas vezes não consegue nem mesmo fazer força durante o parto, pois fica sem a sensibilidade, devido o efeito da anestesia, o que resulta muitas vezes no uso do fórceps, ou até mesmo da cesariana. Essas drogas podem tornar mais lenta a fase inicial do trabalho de parto. Outra incidência, é o recém nascido, nascer como que dopado, pois essas drogas podem deprimir (tornar mais lenta) a respiração e outras funções da criança após o nascimento. Com dificuldades para respirar, e outros danos que as drogas analgésicas causam, o recém nascido acaba indo direto para incubadora. Muitas alterações internas ocorrem à medida que o recém- nascido se ajusta rapidamente de uma vida totalmente dependente da mãe para uma vida independente. Um recém-nascido sedado por analgésicos potentes pode ser menos capaz de ajustar-se à essas alterações.

Enfim, acredito que a anestesia está para o trabalho de parto assim como a cesariana está para o parto, ou seja, os dois tipos de intervenção devem ser usados apenas quando à necessidade, devido a risco de vida ou doenças que impeçam um parto natural. Toda intervenção médica tem suas vantagens, quando usadas para salvar vidas e tem suas desvantagens quando usadas em mulheres normais e saudáveis apenas por uma questão de capricho.
A “febre” da cesariana desnecessária tem se espalhado, assim como a nova “febre” das anestesias desnecessárias também. (E quem sofre com esses caprichos no final das contas é o indefeso bebê.)
Tantos sofrimentos pós parto poderiam ser evitados para mãe e bebê, se fosse escolhido o caminho mais lógico e natural para se ter filhos. A dificuldade na amamentação, o leite que não desce, cólicas no bebê, e muitos outros inconvenientes são conseqüências de induções de parto, cesarianas, anestesia desnecessárias e outras intervenções.

Além dos prejuízos físicos, todas as nossas ações e decisões tomadas no mundo natural, se refletem no mundo espiritual. Decisões aparentemente tão simples como por exemplo optar por cesariana ou anestesias apenas por capricho e não por necessidade, podem trazer sérias conseqüências à nossa vida espiritual.

Extraí um texto do livro “O início da jornada” de Rick Joyner que exemplifica essa realidade:

“Mesmo a ciência comprova que a qualidade de um nascimento pode poderosamente afetar nossas vidas para sempre. Quando um procedimento de parto descrito por “anestesie e puxe” foi implantado- em que se drogava a mãe e puxava o bebê- nasceu a geração que cresceu na década de 1960 e 1970 e lançou uma cultura impregnada de drogas que varreu o mundo. “ (Pagina 15)

Toda a ação tem sua reação, que possamos escolher o melhor para nossos filhos e seus futuros. Deus nos deu essa responsabilidade. Vamos lembrar o que Jesus nos ensinou, sobre a questão de que viemos ao mundo para servir e não para sermos servidos. O nascimento de um filho, é um momento onde estamos servindo a uma nova vida com nossa própria vida. Que não nos apossemos de tecnologias e intervenções, apenas para suprir nossos medos e caprichos, tornando-nos egoístas e pensando primeiro em nós.

“Quanto maior o poder de escolha, maior o potencial de se escolher incorretamente, mas também maior o potencial de uma obediência vinda do coração para com Deus, para aqueles que sabem escolher corretamente.” (Rick Joyner)

Que Jesus nos inspire com seu nascimento, vida e morte na cruz. Através dela podemos desfrutar novamente do plano original de Deus para o nascer: um parto natural e sem medo!


Eu sou Magridt Gollnick da Luz e esse é o Blog Mães no Reino.
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