Relato de Parto do Matheo (parte II)
Seguindo os dias...
Em março de 2009, quando eu estava grávida de nove semanas, comecei a sentir um mal-estar.
A princípio, achamos que fosse um resfriado ou uma gripe. Pelo menos, os sintomas eram parecidos: febre, tosse, dor no corpo e fraqueza.
Os dias foram passando, e eu esperava que aquilo melhorasse por si só.
No domingo, véspera do meu aniversário, eu estava me sentindo muito fraca. Passei o dia deitada no sofá, sentindo calafrios. Em pleno calor de março, eu sentia muito frio. Agasalhava-me, cobria-me com o edredom e, logo em seguida, sentia muito calor, tendo que arrancar rapidamente tudo aquilo de cima de mim.
À noite, fiquei pior.
Mas a gota d’água foi quando comecei a sentir falta de ar.
De repente, estava muito difícil respirar. Fiquei assustada, e pensamos que não dava mais para esperar. Fomos direto para o hospital.
Depois da avaliação, fui encaminhada para um raio-X dos pulmões. Quando o médico olhou o exame, lá estava: uma mancha enorme no pulmão esquerdo e o início de outra no direito.
Era pneumonia!
Não pude mais voltar para casa naquele dia.
Passei meu aniversário internada, só eu e o bebezinho na barriga.
Foram cerca de nove dias entre internação hospitalar e tratamento em casa. Tomei muitos medicamentos, antibiótico intravenoso, fiz inalações... e só conseguia orar para que tudo aquilo não prejudicasse o bebê.
Quando ganhei alta, fui fazer o pré-natal e levei o prontuário para que o ginecologista soubesse o que havia acontecido com minha saúde nos últimos dias.
Ele deu uma olhada rápida, por cima, e começou com uma ladainha que acabou com a minha semana.
Disse que eu não poderia ter contraído pneumonia naquele momento, pois a gestação era muito recente e o bebê ainda era muito novinho para suportar tudo o que eu havia enfrentado: medicamentos, raio-X e todo o tratamento a que precisei me submeter.
Disse também que eu precisava me tratar, pois pneumonia mata, e que não adiantaria nada eu querer poupar o bebê e acabar morrendo.
Depois de me examinar, disse que era muito difícil eu ainda estar grávida.
Encaminhou-me para uma ultrassonografia obstétrica para confirmar a gravidez, mas marcou o exame para sete dias depois daquela consulta.
Saí arrasada do consultório.
Foi uma das piores semanas daquele ano.
Uma semana inteira de angústia e espera pela ultrassonografia.
Quase não conseguia dormir, pensando em como seria se eu realmente tivesse perdido novamente um bebê.
Finalmente chegou a data marcada, e o Michel foi comigo.
Eu estava muito nervosa e angustiada. Em pé naquela fila de atendimento, apoiava-me nele para literalmente não cair.
Temia ver meu ventre vazio na ultrassonografia.
Fiquei desesperada. Um nó na garganta...
Comecei a chorar.
Pedi para o Michel me tirar dali. Eu não queria mais fazer o exame. Não suportaria aquela dor.
Mesmo hesitando, havia chegado a minha vez de ser atendida.
Explicamos a situação ao médico que faria o exame. Sem demora, ele começou a ultrassonografia.
E, assim que colocou o aparelho em minha barriga, qual não foi a nossa feliz surpresa!
Havia algo se mexendo ativamente dentro daquela pequena bolsa gestacional em meu ventre.
O bebezinho estava ali.
Não apenas vivo, mas crescendo e se desenvolvendo!
Saímos dali flutuantes, radiantes, como quem recebe um milagre, como quem vê um anjo...
O nosso anjinho!
Com quinze semanas, fui a Curitiba visitar minha mãe, e ganhamos da vovó uma ultrassonografia para descobrir o sexo do bebê.
E que alegria descobrir:
mais um príncipe a caminho!
Seguimos gratos a Deus e felizes nos meses que se avizinharam.
Continua...



OLÁ. SOMOS ONG DEFESA E CIDADANIA DA MULHER, EM PRAIA GRANDE/SP. ATUAMOS EM DIVULGAR INFORMAÇÃO E AJUDA ÀS MULHERES BRASILEIRAS DE BAIXA RENDA E EM SITUAÇÃO DE RISCO E VIOLÊNCIA. TEMOS UMA CAMPANHA DE DIVULGAÇÃO EM BLOGS. GOSTARIAMOS DE ATINGIR A MARCA DE 10 MIL BLOGS ATINGIDOS COM NOSSO TRABALHO. GOSTARIA DE PEDIR SUA AJUDA PARA ACESSAR NOSSO BLOG, COMENTAR NO POST E CONHECER NOSSO TRABALHO: www.ongdcm.blogspot.com
ResponderExcluirOBRIGADA ANA SILVIA AMORIM (PRESIDENTE)
EQUIPE ONG DCM
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