domingo, 21 de agosto de 2016

É o Senhor que tem nos sustentado até aqui!


Meus amores Mikha e Math, sempre terão o meu colinho na hora que quiserem, todo para eles!
Como diz meu esposo, "muitos não entendem o porque de eu crer e levar a bandeira da provisão de Deus para a maternidade exercida em tempo integral, mas sou prova viva do cumprimento das promessas de Deus para a família." E não admito pessoas sem fé, levadas por idéias mundanas ou feministas me dizer que a provisão de Deus é impossível. Para elas pode até ser, mas sei que mediante a fé no chamado do Senhor não há limites para a misericórdia e fidelidade de Deus!
 Eramos Missionários em tempo integral quando nossos filhos nasceram. Não tínhamos renda alguma, nossa provisão era totalmente pela fé. Mas obedecendo ao chamado, o bondoso Deus nunca deixou nos faltar nada e nem a eles, pois família é prioridade de Deus. 
Tiveram quartinhos de príncipe e usaram roupas importadas. Muitas vezes tinham mais dinheiro que o papai e a mamãe, pois o Senhor tocava em pessoas que nem conhecíamos para que ofertassem na vida deles tudo isso e muito mais. 
E assim seguimos até hoje levando a mensagem do Reino, que cremos começar primeiramente em nossos lares. Hoje em dia a situação é outra os rumos mudaram, mas mesmo assim, é o cumprimento de nosso chamado como família, como casal, na função de esposa e mãe de marido, sacerdote do lar e pai, que a cada dia nos dá a certeza da provisão e da conquista de bens e tesouros eternos, com os quais realmente nos importamos. É o Senhor que tem nos sustentado até aqui! Ebenézer!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Relato de Parto Jordan


Olá! Querida Magridt,

Queria deixar aqui o meu relato como uma forma de gratidão a Deus pelo o que Ele fez em minha família. Quero testemunhar o quanto é poderoso o poder da decisão e o quanto o que aprendi aqui neste blog me capacitou a permanecer firme em minha decisão de ter um parto normal, e ativo! Fui protagonista do meu parto, e vivi intensamente cada momento, e se pudesse voltaria lá para reviver cada momento!
Meu nome é Diessa Lauren e depois de muito me informar fiquei grávida em abril de 2014. E tomei a decisão "Terei um parto normal!"
Sempre ouvimos os mesmos comentários: "Você é corajosa, hein?! Vai querer parto normal?" "Parto normal? Você é louca?!".
Mas desde o início acredito que Deus criou a mulher e a fez para gerar, então Ele mesmo se encarregaria de proporcionar o que fosse preciso para ela dar a luz. Minha mãe teve um parto normal e disse que se dependesse de parto, ela teria uns dez filhos... Porque ela não sentiu muita dor. Decidi então que seria normal e pronto! É lógico que é necessário preparo emocional, físico e psicológico da mulher. E eu não tive uma doula para me ajudar... Infelizmente onde moro há pouca informação a respeito, e tive que me virar e buscar informações e me preparar psicologicamente para a dor e para ter meu filho nos braços! A recompensa da dor de parto é um filho nos seus braços!
Comecei a dilatação dia 17/12/14, e a data prevista para o parto era 06/01/2015, ou seja quase 20 dias antes da data prevista isso me assustou um pouco mas sabia que logo meu bebê estaria comigo em casa! Sabia também, que estas contrações eram um "ensaio" do meu corpo para o parto, mas como toda mãe tinha medo de não saber a hora certa! Então qualquer sinal de dúvida lá ia eu correndo para a maternidade...como mãe de primeira viagem fui umas 5 vezes até a maternidade para ter certeza de que estava tudo bem e ainda não era hora do meu pequeno chegar... 
Na última semana meu esposo se ausentou do serviço e esteve comigo, me fazendo companhia, assistindo a muitos filmes e fazendo massagens. Ele estava apavorado! E não queria ver o parto porque tinha medo e naquela época a maternidade ainda não permitia acompanhantes. Mas o que ele pôde fazer ele fez pra que eu estivesse confortável naqueles últimos dias em que ficamos tão apreensivos! 
Desde os seis meses de gestação eu fazia alongamentos diariamente, de manhã e a noite, para evitar dores musculares e eventuais cãimbras. A partir do dia 17/12 que já havia começado a dilatar 2cm, fazia muito alongamentos várias vezes ao dia...Para relaxar e deixar meu corpo mais preparado para a hora do parto. Eu estava completamente saudável e o meu bebê também... Era só esperar a hora certa. Tomava banhos mornos, fazia massagens nos pés e fazia também um escalda pés para relaxar... Orava muito, intercedia sem cessar por mim, meu bebê e o parto... Tudo o que te relaxa é bem vindo nesta hora.
E então depois de muitas idas e vindas, muitas orações e lágrimas derramadas pra Deus, dia 02/01/2015 às 21:20 as contrações se intensificaram, com intervalos de 2 a 3 minutos. Tomei um belo banho, bem relaxante e deixei meu corpo me falar, "Bem, chegou a hora". 
Fomos para a maternidade e cada curva vinham as contrações... Quando dei entrada na maternidade foi até doloroso assinar os papéis... Mas fui examinada e estava com 4cm de dilatação, mas com as contrações ritmadas o médico decidiu me internar. às 23:30hs peguei minha "camisolinha" me despedi de meus pais e esposo e disse: "Agora é comigo e com você Espírito Santo!" 
Fiz tudo o que aprendi... Caminhei pela maternidade, sentei, fiz a técnica de respiração durante as contrações que eram intensas, porém suportáveis, e por eu ser alérgica a alguns medicamentos o médico preferiu não me colocar no soro, e isso me deu maior liberdade de movimento! Não tomei nenhum analgésico, decidi que ia ser um parto natural e que eu ia protagonizar o meu parto, a dor vem mas ela também vai embora, queria um parto assim como ele deve ser, com o mínimo de intervenções possíveis. O meu médico que me acompanhou no pré natal sempre me disse: " Se você quer mesmo um parto normal, saiba que a única coisa que um médico faz é segurar o bebê, quem faz o parto é você!" E isso foi de grande ajuda, saber que eu sei entender o meu corpo... e que ele me diria o que fazer! Tomei um longo e relaxante banho e a frase que me vinha a mente era sempre: "Posso todas as coisas Naquele que me fortalece, eu posso gerar, eu posso dar à luz!!!" Sempre que vinha a dor eu repetia isto para mim mesma. Me sentava na bola de ginástica e relaxava na medida do possível... E era este ciclo, bola, caminhada, banho... Fiquei sendo assistida por enfermeiras que vinham perguntar se estava tudo bem e fazer o toque para ver o avanço da dilatação. Às 1:30hs foi feito o toque e a médica foi um doce, me disse que eu estava com 6cm, eu pensei vamos lá eu preciso continuar, meu filho está chegando... Depois do banho as contrações estavam mais fortes e debilitantes, senti que era hora de me aquietar e esperar os sinais do meu corpo. Me deitei e percebi que as contrações estavam mais fortes, e continuei fazendo o exercício de respiração mantendo o controle, a dor é forte, mas ela não vai me dominar! Eu vou sair daqui com meu filho nos braços!
Às 3:15 estava muito silêncio na maternidade assim como eu sonhei, para que pudesse ser um momento mais especial, sem aqueles barulhos típicos de hospital. Foi feito mais um toque e eu estava com 9cm. E em um grau de 0 a 10, a dor estava no 10!!! Mas eu tinha certeza de que mesmo sem meu esposo, ou mãe eu estava com Deus do meu lado e em momento nenhum me senti só! Só faltava 1cm... E depois que a Médica saiu, comecei a sentir vontade de fazer força, o meu corpo estava tomando o controle, e minha bolsa rompeu! Foi lindo e muito emocionante! E pedi uma outra paciente que por favor que a chamasse de novo, E eu já não conseguia mais me mover, só fazer força... me levaram às pressas para a sala de parto, e o enfermeiro de apoio me acalmou dizendo que estava chegando o meu bebê, e me disse pra eu me concentrar e só fazer força quando a dor viesse. Respirei fundo, e quando a dor veio fiz força, o máximo que pude com tudo que podia! E pensei "Nossa, agora vou ficar mais meia hora fazendo força até meu bebê chegar!..." E eles diziam muito bem, você está indo muito bem, já estamos vendo a cabecinha do seu bebê... continue... na terceira vez que fiz força senti a expulsão, e o alívio e rapidamente colocaram o Jordan sobre o meu peito e eu chorava e olhava pra ele, e seus olhinhos olharam direto pro meu rosto, jamais me esqueço do seu olhar. Examinaram ele, o pesaram e para a minha surpresa eram 3:29hs da madrugada, pensei que amanheceria ainda em trabalho de parto! Deus é bom e a Sua misericórdia dura para sempre! Jordan nasceu dia 03/01/2015 com 47cm, e pesando 3,450kg, perfeitamente normal, foi necessário a episiotomia mas o médico me falou certinho que era preciso e tudo correu bem.
A enfermeira me disse: Agora mamãe você vai descansar um pouco, e nós vamos levar ele para dar o primeiro banho, e eu disse: "Ele não pode vir comigo, eu quero ficar mais tempo com ele!" Ela disse então tá se você quiser já pode tentar amamentá-lo, ao chegar na enfermaria a primeira coisa que fiz foi amamentar meu bebê e eu falava com ele sem parar, e agradecia a Deus, porque realizei o meu sonho de TER UM PARTO NORMAL, ATIVO, HUMANIZADO SEM ANESTESIA, e vi meu filho nascer e não ser separado de mim pelas primeiras horas.
Meu parto foi pelo SUS, na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em Goiânia. Fui extremamente bem atendida, assistida e agradeci a cada profissional que me tratou com dignidade e respeito, porque o ato de parir e de nascer é lindo! 
Hoje o meu filho está com 1 ano e 7 meses, é muito lindo e esperto um presente de Deus em minha vida! Jordan é um rio de amor e a alegria da casa!
Você tem de ser determinada! É claro que existem situações de risco e a cesárea é para salvar vidas. Mas se você tem condições de ter um parto normal, não desista tão facilmente disso, porque vale muito a pena!
É necessário preparo, semanas antes, tirar um tempo relaxar, ler, enfim fazer o que você gosta. O parto começa na sua mente, e a sua mente precisa acreditar que é capaz, que é fato que você sente dor, mas o seu bebê chega e ela vai embora! As últimas semanas você precisa estar relaxada, tranquila, estar com quem ama, fazer coisas que te deixam feliz, porque a chegada do seu filho não pode ser em meio a tensões a aflições. Confie em Deus, porque se você é capaz de gerar, você é capaz de dar a luz!!!
Obrigado por poder compartilhar e espero com este ato encorajar quem precisa, e ajudar muitas mamães e bebês que procuram apoio na melhor escolha do parto. 

Com carinho, 
Diessa Lauren de Oliveira

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Relato da Gravidez do Jordan


Olá Magridt, 
Sou leitora do blog desde 2011. Sou cristã e me casei em 2009 e decidimos esperar o momento certo para ter filhos. No fim de 2011 decidi parar de trabalhar e comecei a me dedicar mais ao meu lar, como um preparo para uma gestação. e já pensando neste preparo encontrei por acaso o blog, tentando me informar sobre parto normal. Eu não tinha noção alguma sobre parto, apenas os relatos de pessoas próximas, minha mãe teve uma experiência bastante positiva com o parto normal e decidi procurar saber mais e me preparar para uma gestação e um parto da melhor maneira possível, e no blog recebi mais do que procurava, recebi informações específicas de como funciona um parto, relatos, e muito, muuuito amparo espiritual para este momento.Não tinha idéia de como Deus se importa com esse momento específico de nossa vida e como Ele com Seu cuidado e amor nos prepara provendo todo o necessário para que este momento (o parto) seja único, especial e cheio de emoção. Em 2012 paramos com o anticoncepcional e até então era só esperar, e esperamos, mas nada aconteceu e começamos a nos perguntar se havia algo de errado, consultamos um médico no fim de 2013 que nos orientou e informou sobre período fértil e todas as coisas necessárias para uma concepção acontecer, ele nos disse para esperar mais seis meses, e caso nestes seis meses a gravidez não acontecesse ele nos encaminharia para um programa de fertilidade.  E descobri um problema na minha coluna, uma escoliose destro côncava, e isso abalou fortemente a minha fé e expectativa de uma gravidez, pensei até em voltar a tomar a pílula, eu sentia muitas dores constantemente, e ficava debilitada, sentia dor ao sentar, ao deitar ao caminhar, as tarefas mais simples me custavam muito fazer, sem falar nas medicações fortes que tive que tomar, o médico chegou a me dizer: "Se você ficar grávida você vai sentir dores do início ao fim de sua gravidez e você não conseguirá ter um parto normal." Pensei comigo: "Como poderei ter um bebê, como cuidarei dele, se há momentos em que mal consigo ficar de pé, e como poderei dar a luz a um bebê?" E o meu coração se encheu de uma profunda tristeza e o sentimento avassalador de impotência tomou conta de mim. Depois de receber este diagnóstico meus pais estavam com uma viagem marcada para o interior do Mato Grosso, iam visitar uma tia de minha mãe que há muito tempo não viamos, ao me ver triste daquela maneira, me convidaram para ir com eles, eu sem demora aceitei mas fiquei pensando "Meu Deus o quê que eu vou fazer ali, eu estou mal, emocionalmente e fisicamente estou no meu pior estado até hoje, mas eu preciso esquecer por alguns momentos o que acabei de descobrir, eu vou, não tenho nada a perder!" E isso foi em maio de 2013. Ao chegar naquele lugar, naquela casa daquela tia, uma mulher de fé, parece que a atmosfera daquele lugar era outra, fomos muito bem acolhidos, e ali em meio a conversas e deliciosas refeições, nossa tia começou a orar por nós, e Deus falou comigo ali de uma maneira que jamais me esquecerei, Ainda me lembro das palavras saradoras que ouvi: "Filha, Eu Sou Aquele que sara, e eu tenho um propósito para você e seu companheiro, E te digo mais, você irá ao médico e Eu irei junto com você, e Eu estarei naquele consultório contigo, não temas porque Eu Sou contigo! E a minha graça te basta." Note bem que Ele não disse momento algum que iria me curar, mas voltei daquele lugar com minha esperança restaurada, minha fé fortalecida e houve de fato um renovo sobre mim naquele lugar. 
Depois disto busquei me aproximar do Senhor, de conhecer mais de quem Ele é independente das circunstâncias, a minha sede e fome pelo Senhor só crescia dentro de mim. Meu esposo voltou a frequentar a Igreja comigo e a participar comigo das programações, e estávamos muito envolvidos com a Igreja, do fim de 2013 e início de 2014 e em um culto esporádico em fevereiro Deus tocou no coração do nosso pastor para orar por nós, para que a madre fosse aberta e Ele nos desse filhos, eu prontamente recebi a oração, sabendo dentro de mim que Deus tem o seu tempo e a sua hora, e que a espera me ensinaria mais sobre Deus e me prepararia para viver o que Deus tinha para mim. Estava lendo um livro e decidi jejuar e tirar um período de oração por 21 dias. Enquanto isso sentia dores de vez em quando e continuava ir aos médicos e estava fazendo novos exames para buscar tratamento. Ao passar tempo com Deus comecei a confiar mais Nele e abri de vez o meu coração pra Ele, confiando que os planos, os sonhos de Deus eram - e são, a melhor coisa que posso viver. E fiz uma oração corajosa,eu orei, e disse: "Senhor, se o Senhor quiser que eu seja mãe eu ficarei muito feliz. Mas se Teus planos para mim forem diferentes, ainda assim eu serei feliz." E quando batia aquela ansiedade, essa era sempre a minha oração. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, mesmo quando ela é diferente do que queremos. No fim dos 21 dias, estava no meu tempo devocional com Deus e naquele momento Deus me visitou na minha sala era dia 31 de março de 2014, e Ele me disse claramente, "Filha, eu vou abrir a madre, e eu cuidarei de ti e proverei tudo o que for necessário, e quanto a sua coluna, não se preocupe, Eu cuidarei de ti.". E eu recebi aquela palavra e pedi uma confirmação, não porque duvidava mas porque queria fortalecer a minha fé, e permaneci em segredo, não contei nem para o meu esposo. E em um culto Deus trouxe até mim uma irmã que não me conhecia bem e quase não nos falávamos, e ela me disse "o Senhor te dá um lindo presente neste dia, e este presente, este fruto engrandecerá o nome do Senhor entre as nações!" A confirmação havia chegado! Mas ainda permaneci em segredo, porque se Ele falou não tinha medo ia acontecer, poderia demorar ou não, ia acontecer!  Em maio houve um evento na Igreja e lá estávamos nós decorando o templo, e enchemos mais de 500 balões naquele dia, e o pó que fica dentro dos balões me causou uma alergia inexplicável no meu rosto! Já era o meu organismo querendo defender a mim e ao meu bebê! Aleluia!!! Eu ainda não sabia, e meu pastor disse: "Você está é grávida...(risos)" E eu respondi Amém!!! No domingo pela manhã na Igreja houve um momento muito cheio da presença de Deus. O Senhor nos impactou e nos visitou de maneira poderosa, não havia quem não tivesse sentido o poder de Deus naquela ceia pela manhã, quando chegamos em casa meu esposo me disse: "Amor, eu chorei muito esta manhã porque o Espírito Santo me disse que você está grávida. E eu tenho certeza disto." O meu ciclo estava atrasado apenas uns 3 dias, o que não é motivo de preocupação. E ele continuou: "Na quarta-feira, compro um teste de farmácia." E então na quarta a noite compramos o teste de farmácia, às 4:30hs do dia 08/05/2014 fiz o teste e deu positivo! Foi muita alegria! fui no dia seguinte marcar o Beta, e na segunda-feira depois do almoço tivemos a confirmação. Depois na primeira ultrassom constou que a data da concepção foi dia 01 de abril, exatamente um dia depois que Deus me falou que abriria a minha madre. Minha gravidez foi super tranquila, aproveitei cada dia a minha barriga crescendo, o bebê se mexendo e vieram outras experiências com Deus, Ele me disse que seria um varão, um menino lindo que Ele me deu, e a medida que fizemos os exames se confirmou que era um rapazinho! O Senhor também me deu o nome do meu filho e me alegra muito saber que este momento Deus preparou com tanto carinho pra mim... As madrugadas acordava para orar, agradecer, e este sentimento de gratidão jamais me saiu da minha vida desde então. As canções e os momentos de adoração eram intensos...
E desde o início eu sempre quis um parto normal. E eu orava por minha gestação, pedia pra Deus preparar os médicos e me preparar para o parto, pedia pra que Ele estivesse ali comigo e tudo corresse bem. E eu sempre pensava comigo "Se Deus me fez capaz de gerar Ele também me fez capaz de dar à luz!". O único susto que tivemos foi a partir da 20º semana, tive uma reação alérgica alimentar (porque o meu sistema imunológico queria por tudo nos defender) tive que ser hospitalizada mas recebi alta no mesmo dia, Deus estava no controle de tudo! E a coluna não sentia nada! Para honra e glória do nome de Deus, a única dor que senti foi quando estava próxima a data do parto, o que é absolutamente normal! Era o meu corpo se adaptando para eu dar a luz!
Deus cuidou de tudo, e decidi separar o relato do parto do relato da minha gravidez, e quero deixar a seu critério publicar ou não minha história, eu queria sim, compartilhar com você e prometi a mim mesma que o faria depois do nascimento do meu filho. Para te motivar a não parar de trabalhar nisso, se você não tivesse escrito seus relatos no blog talvez a minha história seria outra e o meu parto poderia ter sido um sofrimento, obrigada por não se calar, por ir contra a mentalidade deste século. Porque fui ricamente abençoada, e treinada para o meu parto através do que você compartilhou aqui. Somos todas cheias de defeitos e eu não vivo um mar de rosas, mas quero deixar o meu muito obrigada, e uma dívida de amor com você por ter me abençoado tanto, tanto mesmo! Obrigada Magridt, e eu sempre compartilho com quem está para dar a luz minha história, porque eu sei que a verdade é fonte de inspiração pra quem tem sede!
Não pare esta obra! Quem dera eu tivesse uma doula como você, mas graças a Deus o Espírito Santo me ajudou e não poderia mesmo depois de tanto tempo deixar de falar o quanto sua vida abençoou a minha e a da minha família. Obrigada por ser uma bênção e um canal de Deus.

Com Amor em Cristo,

Diessa Lauren S. S. de Oliveira

Continua aqui .

quinta-feira, 23 de junho de 2016

8 dicas de como conversar com seus filhos sobre o sermão

Eles se sentam ao seu lado e seus pés nem tocam o chão. Você está pensando “o que será, se é que há algo, desse sermão que está entrando na cabeça do meu filho?”. E ao pensar nisso você já decidiu que não vai abordar o assunto do sermão mais tarde. Mas não precisa ser assim.
Deixe-me apresentar a você a regra mais importante a respeito de conversar com seus filhos sobre o sermão: eles retém mais do que você imagina. A segunda regra mais importante é essa: eles entendem mais do que você pensa.
Leve a sério essas duas verdades e tome a decisão, como pai, de conversar com seus filhos sobre os sermões que vocês escutam. Estou escrevendo isso tanto como pregador quanto como pai de quatro garotos com menos de 11 anos. Eu falhei, sucedi e falhei de novo ao falar com meus filhos sobre Jesus. E ainda é um trabalho árduo, conforme eles crescem. Mas é um bom trabalho.
O centro do evangelho é Jesus nos conduzindo ao seu Pai amoroso. Na adoração, podemos fazer uma condução semelhante – podemos levar nossos filhos a Jesus. Não perca essa oportunidade.
1. Lembre-se do tema geral. Não importa se você faz anotações por escrito. Lembre-se do tema mais amplo que está sendo ensinado. Se seu pastor prega por 40 minutos, então tente fazer uma nota mental do que você conseguiu entender até os 20 primeiros. Não se sinta desencorajado se você não memorizar cada ponto; guarde tantos quantos você consiga.
2. Entenda o ponto principal. Cada passagem e cada sermão – não importa o que o seu pastor diga – tem um ponto principal. Agarre-o quando ele passar e não o deixe fugir. E, como palavra de precaução, todo pregador tem um dia ruim. Às vezes a estrutura do sermão parece um exemplar de arte abstrata. Se for o caso, faça o melhor que puder. Mas não deixe o pregador orar para encerrar sem ter em sua mente um ponto principal.
3. Como Jesus é o herói? Agora que você tem um resumo e um ponto principal, certifique-se de que você também tem Jesus. Como Jesus foi o herói do sermão? Crianças são egoístas incorrigíveis – assim como a maioria dos adultos. Certifique-se de que você tem um monte de coisas para falar sobre Jesus, não importa de qual livro da Bíblia o sermão veio, ou para onde o pregador levou o texto. Sem uma ênfase em Jesus, os pequenos santos da sua casa crescerão pensando que a Bíblia só fala a respeito deles mesmos.
4. Aborde seus filhos com perguntas abertas. Até aqui você já sabe o resumo e consegue se ater ao ponto principal. Você sabe também que vai falar muito sobre Jesus. Agora aborde seus filhos com qualquer tipo de pergunta que você possa imaginar… exceto as que podem ser respondidas com “sim” ou “não”. Alguns exemplos:
  • Questões “de dentro da história”: “O que você pensaria se fosse um soldado israelita e visse o grande Golias caminhando em direção ao pequeno Davi?”
  • Questões emotivas: “Se você fosse cego, como se sentiria se Jesus pusesse as mãos em seus olhos e os consertasse para que você pudesse enxergar?”
  • Questões direcionadas: “O jovem rico estava errado porque achava que poderia ganhar o favor de Deus. Por que é bobagem pensar que podemos conquistar o favor de Deus ao fazermos coisas boas?”
  • Questões de ação: “O que você faria se Jesus transformasse um furacão em uma brisa leve bem na sua frente?”
  • Questões de aplicação: “Se Jesus te perdoou, você acha que poderia perdoar o Joãozinho quando ele joga um carrinho na sua cabeça?”
  • Questões de imaginação: Você conhece seus filhos melhor que eu. Invente algumas perguntas.
5. Certifique-se de que o evangelho está claro. Jesus morreu por pecadores. Isso é muito simples e pode ficar muito complexo. Mas não importa qual for a passagem, não se atreva a ensinar moralismo aos seus filhos. Diga a eles que Jesus já fez tudo que foi necessário para que eles possam saber que Deus se regozija neles. Quando você disser a eles para fazerem algo, sentirem algo ou pensarem algo, mostre como essas coisas são motivadas pelo amor de Deus, não por medo, culpa ou orgulho.
6. Seja o primeiro a orar e confessar. Conversar com seus filhos sobre o sermão diz respeito tanto quanto a deixar que eles vejam o que você aprendeu quanto é ensiná-los sobre o que eles ouviram. Se o pregador está ajudando a congregação a diagnosticar um pecado, mostre a suas crianças o quanto isso te afetou. Você poderia dizer “Vocês sabem, às vezes o papai luta para não ficar com raiva, e é aí que eu percebo que preciso de Jesus”. E quando for a hora de orar, deixe que eles orem depois de você. Seja um modelo de como um cristão fala com Deus.
7. Percorra o caminho de migalhas. Seus filhos irão te mostrar o caminho. Vá com eles. Você descobrirá uma infinidade sobre o que eles pensam. E você pode acabar aproveitando a jornada inesperada por esse caminho.
8. Lembre-se das primeiras duas regras. Você pode ter cumprido todas as 7 dicas anteriores e ainda sentir como se fosse uma grande perda de tempo; como se nada tivesse entrado nas cabeças deles. É nesse ponto que você precisa se lembrar das duas primeiras regras:
  • Eles retém mais do que você imagina.
  • Eles entendem mais do que você pensa.
E eu te prometo isso: eles irão se lembrar desses momentos com você. Eles irão se esquecer de um monte de coisas, mas não irão esquecer das tardes de Domingo com o papai e a mamãe conversando sobre Jesus.
Por Joe HollandTraduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A Mulher como Esposa, O Homem como Marido

A MULHER COMO ESPOSA

* As mulheres compartilham igualdade de honra com os homens, mas têm funções diferentes: “… dando honra à mulher… como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida” (1 Pedro 3.7).
* Deus pretende que a maioria das mulheres case: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).
* A mulher deve se apegar ao seu marido, deixando para trás qualquer outra pessoa: “e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).
* A mulher deve estar disposta a se submeter à liderança do seu marido: “… assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.19ss).
* A mulher deve aprender a “amar” o seu papel como esposa e mãe e ser treinada nisso: “As mulheres idosas… [devem] ensinar as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos” (Tito 2.2-4).
* A maioria das mulheres encontrará o seu chamado no lar: “… boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2.5).
* A mulher deve conquistar um marido pecador por meio do seu comportamento dócil e sereno: “Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando o vosso procedimento casto e com temor” (1Pe 3.1-2).
* A mulher tem o dever de ter intimidade sexual com o seu marido: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1Co 7.3-5).
* Mulheres podem trabalhar fora de casa para ajudar a família financeiramente: “… ela examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores” (Pv 31.16, 24).

A Mulher como Mãe

* A mulher deve (até onde Deus lhe der a graça) ter muitos filhos, produzindo assim uma semente santa: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).
* A mulher tem um papel importante no treinamento espiritual dos seus filhos: “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2 Tim 1:5).
* Para a maioria das mulheres, cuidar do seu esposo e filhos será o seu chamado principal na vida: “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva” (Pv 31.10, 28).

A Mulher na Igreja

* Mulheres não podem pregar, ensinar ou exercer autoridade sobre homens na igreja: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Tim 2:11-12).
* Mulheres não devem falar na assembleia pública: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (1Co 14.34)
* A mulher deve buscar liderança espiritual em seu marido: “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.35).
* As mulheres podem servir na igreja de outras formas: “Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra” (1Tm 5.10)

Conclusão
“Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Pv 31.30).

O HOMEM COMO MARIDO

* Deus pretende que a maioria dos homens case: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).
* O homem deve se apegar à sua esposa, esquecendo qualquer outra mulher: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).
* O marido deve ser a “cabeça” de sua esposa, provendo liderança e assumindo responsabilidades pela direção de toda a família: “… Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja… De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.19-24).
* O marido deve amar sacrificialmente a sua esposa, estando disposto a abdicar de todos os seus interesses em favor da santidade dela: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).
* O marido deve amar e cuidar da sua esposa: “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Ef 5.28).
* O marido deve ser compreensível e gentil com a sua esposa: “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco” (1Pe 3.7).
* O marido deve conceder à sua esposa plena honra como “co-herdeira” em Cristo: “… sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. ” (1Pe 3.7).
* O marido tem o dever de ter intimidade sexual com a sua esposa: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1Co 7.3-5).

O Homem como Pai

* O homem deve (até onde Deus lhe der a graça) ter muitos filhos, produzindo assim uma semente santa: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).
* O homem tem o dever primário na disciplina dos seus filhos: “Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos” (Hb 12.9 com Dt 6.6ss, Ef 6.4).
* O homem não deve exasperar ou frustrar seus filhos sendo arbitrário, inconsistente ou injusto em sua liderança: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos” (Ef 6.4).

O Homem como Líder Espiritual

* O homem tem responsabilidade primária pela santificação da sua esposa: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27).
* O homem tem responsabilidade primária pela educação cristã dos seus filhos: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4). “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te… ” (Dt 6.6ss).
* O homem tem responsabilidade primária de exercer liderança na igreja: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1Tm 2.11ss). “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.34-35).

Pensamentos Finais

O homem foi criado à imagem de Deus para refletir a sua glória, honra e domínio. Porque os homens pecadores estão em rebelião contra Deus, eles não podem senão atacar a Sua imagem, especialmente em termos do que significa ser um homem.
No mundo moderno, talvez não haja doutrina mais ofensiva hoje (além daquela de Jesus ser o único caminho para Deus) do que o dever das esposas piedosas respeitarem, honrarem e se submetem à liderança dos seus maridos.
Contudo, que nunca entreguemos ao Adversário qualquer munição, mas sim nos foquemos no homem como sendo líder piedoso, amoroso e abnegado no lar. Não somente isso desarmará os ataques contra a verdade da Palavra de Deus, mas também assegurará que os nossos lares sejam pacíficos, gratificantes e alegres para todo membro da família.

Por Brian Abshire. © Highlands Reformed.

Aprendendo com os Conselhos de Davi

No texto que se encontra no primeiro livro dos Reis, capítulo segundo e versículos iniciais, Davi avisa a Salomão, seu filho e herdeiro do trono, sobre sua morte certa, e lhe dá uma série de conselhos de extremo valor e importância. Dentre estes, três me chamaram a atenção e fizeram-me refletir sobre o meu comportamento nos dias de hoje. Assim como Salomão, que era ainda um jovem pouco experiente, cada um de nós precisa (ou ao menos pede) uma série de conselhos para, normalmente, os mais “vividos”.
Ainda que seja típico de nosso cotidiano pedir conselhos e palavras de ajuda a pessoas em quem confiamos, raramente damos o devido crédito a tais. Porém, no caso de Salomão, vê-se que este soube seguir, ainda que por algum tempo, o que lhe fora ensinado por seu pai. Pois bem, vamos aos fatos.
 “Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (IRs 2:2).
Davi manda que seu filho esforce as suas mãos, não seja um rés preguiçoso. Existe a necessidade de gastarmos forças e energias no que fazemos. Tal como Salomão que precisava comandar um reino e se deparava diariamente com questões cruciais, nós também vivemos momentos de incertezas e de decisões críticas. Não podemos, se quisermos ter sucesso em nossa jornada, levar uma vida mesquinha, visto que não estamos aqui para sobrevivermos, mas sim vivermos – e em abundância. Este mesmo conselho fora dado algumas vezes antes, anos anteriores, para Josué.
“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Js 1:9).
E, após, a Zorobabel,
“Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te, Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e esforça-te, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:4).
E este conselho permanece até hoje: esforça-te!
Na parte “A” do versículo dois, então, e como visto anteriormente, Davi aconselha seu filho que esforce-se para suas futuras conquistas, e em suas várias “batalhas”. Agora, na parte “B”, aconselha-o a ser homem.
“Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem.”
Quando li pela primeira vez este versículo, deparei-me com as seguintes interrogações: O que é “ser homem“? A quem isto se aplica?
A resposta acabei por encontrar após minutos de conversa com Deus. Tenho o hábito de, quando prego a Palavra ou aconselho algum de meus amados liderados (adolescentes da congregação, os quais detém meu coração em suas mãos), lembrar que devemos ser diferentes. Temos por obrigação a necessidade de demonstrarmos ao mundo o brilho do Espírito de Deus. Jesus nos diz que somos o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13-16), e esse é o nosso diferencial.
Mas o que isso tem a ver com o fato de “ser homem“?
Simples, “ser homem” implica em honrar nossa palavra (Mt 5:37), agir com sobriedade (Ef 5:15-18), sermos o foco de bons exemplos nesta terra (Hb 12:1; 2Tm 4:5). Alguns interpretam isto como pedir muito, mas levando-se em consideração que o Mestre nos mandou sermos perfeitos (Mt 5:48), tenho que esta mudança seja só o começo da transformação.
“Ser homem”, então, acarreta em ter caráter. Aplica-se não só as pessoas do sexo masculino, naturalmente, mas sim a todos – especialmente aos cristãos.
Por fim, ao terceiro conselho que me chamou a atenção.
“E guarda a ordenança do Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores.” (I Rs 2:3)
Já vimos que o segundo rei de Israel aconselha seu filho a esforçar-se e a “ser homem”. Uma dúvida intrigante, porém, me veio à mente quanto notei que o “guardar as leis do Senhor”, obedecê-lo ou até mesmo o ato temê-lo veio somente em terceiro lugar. Moisés, quando recebeu as Leis lá no Monte Sinai, observou que a adoração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó deveria ser única, e primeira. Somente a Ele, e primeiramente a Ele. Como, então, Davi toca neste assunto somente agora, depois de aconselhar a Salomão sobre outras coisas?
A resposta se encontra em uma análise mais profunda dos versículos, bem como uma comparação ao texto que se encontra em Eclesiastes, capítulo 12 e versículo 13.
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.”
Visto que o ser humano, com seu “desenvolvimento” científico e moral, passou a abandonar seu dever principal (temer ao Senhor), fez-se necessário que houvesse mais uma diferença entre os filhos de Deus e as criaturas de Deus.
Era entendido (e ainda é) que faz parte da natureza do homem o esforçar-se para obter o seu sucesso, e o honrar sua palavra e atitudes, ter caráter. Ao menos é isso que esperamos de todos que conhecemos.
O diferencial, então, a pitadinha extra de sal, é o temor ao Senhor. É a observância de suas leis e seus mandamentos. Davi enumera várias consequências que advém desta observância, assim como Jesus o fez em Mateus 6:33.
Então, se você, querido leitor, não sabe o que fazer no seu dia a dia, ou que tipo de atitude tomar, sigas os conselhos de Davi.
Esforce-se.
Tenha caráter.
Tema ao Senhor.
O mais Ele fará.
Por Daniel Kinchescki (Reformai)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Maridos Imaturos: Destruidores de Casamento


Igreja de Cristo sofre a cada dia por conta dos membros que constituem o corpo da mesma. É fato notório que há uma deficiência grande no caráter da maioria dos cristãos, e essa nossa geração, pessimamente influenciada por valores superficiais, trazem ao ambiente da igreja problemas cada vez mais insolúveis.
Nos últimos meses, no ambiente de aconselhamento pastoral, uma realidade iminente surge e salto aos meus olhos. Reflexo de nossos dias, e com um efeito devastador: maridos imaturos, que não entendem suas responsabilidades dentro do lar cristão, e que por consequência disso, tem levado muitos casamentos ao fim.
Quando falo sobre imaturidade, falo acerca de deformações na estrutura emocional dos maridos, que usam de fugas utópicas e emocionais para exigir seus “direitos” dentro do casamento, mas que fogem dos “deveres”, terceirizando para as suas esposas responsabilidades que não competem exclusivamente a elas.
Tragicamente, muitos se apoiam na Bíblia para validar essa postura infantil. Exigem a “submissão” incondicional da mulher, tratam a esposa como subserviente, esmagam o sentimento, ignoram o respeito e ainda exigem o que entendem que é correto. Não estou dizendo que um erro justifica o outro, ou incentivando as esposas a não respeitarem seus maridos. Mas não faz o menor sentido para um marido que se diz cristão agir com tamanha incoerência.
O que podemos ler na Bíblia a respeito disso?
Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja"  Efésios 5:25-29
Quando leio textos como esse, e vejo o triste cenário das situações de nossos dias, concluo: ou os maridos “cristãos” não leram esse texto, ou leram e não entenderam absolutamente nada!
E é sobre esse texto que pretendo fazer algumas considerações:
Amar como Cristo amou e se entregou, literalmente, devemos dar a vida pela nossas esposas. Se em alguma situação de extremidade, se houvesse uma decisão de quem deveria morrer, se é o marido ou a esposa, o marido deveria morrer pela esposa. Já escutei muitos “maridos cristãos” dizendo “eu morreria pela minha esposa”, e acho lindo isso.
Tragicamente, estes que dizem que morreriam, são aqueles que não conseguem matar seus egos na hora de pedir desculpa pelo erro, não “matam” sua personalidade deformada quando tratam as esposas como meras serviçais, não “matam” sua arrogância na hora de querer impor as suas razões. Não “matam” suas idiotices pessoais infantis para trazer sustento a suas casas. Dar a vida pela esposa vai muito além do que morrer por ela. Compreende ser transformado segundo a semelhança do caráter de Cristo para que santifique a esposa, para que a trate com dignidade.
Dar a vida pela esposa é matar a preguiça de ir buscar um sustento digno para ajudar as finanças da família. É ser homem suficiente de encarar os desafios da vida com dignidade e coerência para não sobrecarregar a esposa (emocionalmente, financeiramente, espiritualmente, etc).
O que os tais maridos imaturos não entendem é que amar a esposa tem a ver com algo muito além do discurso. Dizer que ama é relativamente fácil. Se iludem pensando que o discurso desacompanhado da prática cura as feridas que eles mesmos provocam na alma de suas esposas.
A incoerência é definitivamente a maior das características destes maridos. Usam o texto de efésios e alguns outros para exigir que suas respectivas esposas os respeitem inquestionavelmente, mas são péssimos para cumprir o que a Bíblia ensina acerca de suas posturas, e desonestos, pois cobram da esposa o padrão bíblico que eles mesmo não seguem.
E o número de divórcios por conta dessa imaturidade aumenta a cada dia. Vidas tem sido devastadas por causa deste tipo de comportamento.
Então hoje, peço encarecidamente e oro, para que se você está passando ou praticando estes erros, que você realmente se converta.
Não jogue seu casamento no lixo por conta de suas deformidades. Arrependa-se antes que seja tarde demais. Antes que não tenha mais nada a ser feito. Não caminhe em direção a esse abismo.
Ore, peça perdão a Deus, peça perdão a sua esposa. Corrija os caminhos, condutas, posicionamentos e tudo o mais que for necessário. Ame a sua esposa além das palavras, primordialmente, ame sua esposa com atitudes.
Lute pelo seu casamento, que é a primeira missão que Cristo dá ao homem. Ainda que você tenha que “matar” o seu “eu”.
Pense nisso!
No amor de Cristo!
Texto escrito por Marco Cicco via reformai.
Nos acompanhe no Facebook: @homensnoreino 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

De menina para menina: Missões de uma jovem solteira.



Olá, falo especialmente à você menina, moça, jovem...O Senhor deseja nos usar de maneiras diferentes ao longo de nossa vida. Quando somos jovens solteiras Deus tem a oportunidade de nos usar de uma forma “explosiva”, pois somos destemidas, sonhadoras, fortes, desbravadoras e nada nos impede de ultrapassarmos barreiras e fronteiras pelo Reino de Deus.

"Jovens, Eu vos escrevi porque sois fortes e guardais a fé.” (I João 2, 14)

Me converti no final da adolescência...Era madrugada véspera de Páscoa e eu estava lendo uma literatura cristã em meu quarto quando tive um encontro real com Cristo que mudou minha vida.

Então iniciei minha caminhada com Ele e desde o primeiro dia o Espirito Santo me impulsionava a viver em fé e obras. Na juventude Deus nos concede tempo e vigor e espera de nós inteira dedicação à sua obra, assim como diz a Palavra: “a jovem solteira está ansiosa por agradar o Senhor em tudo quanto ela é e faz, tanto no corpo como no espírito, ela CUIDA DAS COISAS DO SENHOR para ser santa”(1Corintios 7.34)... eu louvo ao Senhor por essa fase maravilhosa de minha vida onde aproveitei toda a liberdade e disposição de moça solteira para fluir nas obras de Deus.

Hoje sou esposa e mamãe, e vivo agora as maravilhosas missões desta fase de minha vida. Mas gostaria de compartilhar um pouco daquilo que vivi em minhas missões cotidianas na fase de solteira.

Bem, como disse, a missão que vivi era do tipo “cotidiana e local”, coisas do dia-a-dia, nada que me levasse exatamente aos “confins da terra”, mas mesmo assim representavam para mim, grandes e especiais peripécias vividas em nome do amor e de Cristo.

Isso incluía dias de fazer visita ao presídio da minha cidade junto à outros jovens, para conversar sobre Jesus com os presos. Eram momentos incríveis! Levávamos violão para louvar, conversávamos... Eles eram receptivos à Palavra, e para retribuir a visita recebia deles de presente lindos desenhos bíblicos. Tenho-os guardado até hoje. Lembro com alegria que um dos detentos quando saiu da cadeia, foi participar de um culto antes de voltar para a sua cidade.

Eu também gostava muito de passar o dia distribuindo alimentos e roupas para os meninos de rua e desabrigados da cidade de Curitiba. Saía de madrugada de minha casa carregando as sacolas cheias e fazia várias conexões de ônibus até chegar ao destino.

Eu era ainda uma menina e as sacolas eram pesadas, chegavam a machucar minhas mãos, mas nada disso passava por meu pensamento quando o desejo de chegar ao destino era muito maior. No centro da cidade de Curitiba, vivem muitos meninos de rua e mendigos, e eu tentava ajudar tantos quanto eu podia. Sentia uma compaixão, um amor enorme por aquelas crianças dormindo em papelões nas calçadas. Aproximava-me e deixava pertinho deles um sanduiche ou marmita para que quando acordassem tivessem algo para se alimentar, também deixava uma peça de roupa para eles. Ficava feliz tentando imaginar a expressão deles ao acordar e ver a surpresa <3. O mesmo eu fazia com os adultos que geralmente já estavam acordados, aqueles velhinhos moradores de rua com barba longa e roupas gastas tinham sempre um sorriso tão lindo ao falar: “Obrigado minha filha, Deus te abençoe”. E para mim esses eram dias tão cheios da presença de Deus, sentia Ele em cada olhar, em cada sorriso em cada palavra, em cada um daqueles “pequenos”.

Depois disso eu tomava meu caminho de volta para casa, em silêncio e com um sorriso no coração. É engraçado, mas Mateus 6 .3 havia cravado em meu coração desde a primeira vez que lí essa passagem “ Não conte à sua mão esquerda aquilo que a sua mão direita está fazendo. E o seu Pai, que conhece todos os segredos, recompensará você.” então eu descia do ônibus em frente à minha casa e tudo sobre aquele dia ficava entre eu e Deus. Eu sabia que Ele havia estado comigo e em cada um daqueles meus semelhantes moradores de rua, então, nada que eu tenha feito por amor a Ele e ao próximo precisava ser revelado. Eram apenas tarefas tão simples, tão normais, nada mais que minha obrigação como jovem cristã, e eu as fazia de todo o coração.

Sim, foi uma caminhada maravilhosa desde a conversão tendo como companheiro de viajem meu querido Senhor, até que finalmente o Espírito Santo determinou que fosse o tempo de conhecer uma nova família, a família na fé. E foi na igreja que descobri todo um universo de novidades. Descobri que não estava sozinha naquela jornada, mas que como filha de Deus eu fazia parte de um grande exército chamado Corpo de Cristo, e como exército poderíamos fazer muito mais pela implantação do Reino de Deus.

Imediatamente me coloquei a disposição daquela nova família, para ajudar naquilo que fosse necessário, não importava muito onde fosse ou como, o importante era servir.

E quem disse que ajudar no corpo de Cristo, auxiliar nas atividades da igreja não é missão? Passei a me dedicar ao voluntariado na igreja, colaborando com os ministérios. Creio ter ajudado um pouquinho em cada um dos ministérios (rsrs), nem sempre eram trabalhos ou funções que tinham haver com meus dons e talentos, mas sendo eu uma jovem cheia de ânimo e disposição porque não ajudaria onde fosse preciso? "Viu a necessidade, atenda!"

E foi assim dentro da igreja, entretida em meio à obra, que o Senhor me fez uma surpresa, me apresentou o homem escolhido por Ele para a minha vida. Casei! E logo percebi que junto ao casamento uma nova fase linda e muito diferente estava começando em minha vida. Uma transição daquela jovem solteira e suas peripécias para a mulher casada e auxiliadora.

Bem, jovens meninas este relato não é sobre mim, ou sobre meu mundo, é uma declaração sobre a glória que Deus pode receber através da vida de cada uma de vocês. Quero encorajá-las, na sua caminhada com Deus, a direcionar o olhar mais para Cristo e somente à Ele. Seja cheia do Espirito Santo para viver dia após dia a sua missão como filha amada dEle.

Meu conselho a vocês: Use essa fase de sua vida para crescer e amadurecer em Deus, desenvolva uma historia com Ele, busque conhece-lo! Direcione toda a sua vontade de viver, toda força e vigor para ser uma arma poderosa nas mãos de Deus. Viva o “Ide” onde o Senhor te conduzir, nos confins da terra ou mesmo que Ele te leve somente até aquela família carente da sua rua ou até o orfanato da sua cidade. Talvez seu “ide” seja apresentar Jesus a uma colega da escola... Acredite, levar Jesus até o próximo, é uma experiência para guardar no coração por toda a vida!

Seja obediente, honre seus pais, seus líderes, professores. A submissão que é aprendida desde cedo na casa dos pais transforma-se em benção futuramente no casamento. Enfim, estes são alguns bons conselhos de coisas que deram certo em minha vida, mas a acima de tudo desejo que o conselho de Deus para este tempo de sua vida fique cravado em seu coração: “ jovem solteira permaneça ansiosa por agradar o Senhor em tudo quanto é e faz, tanto no corpo como no espírito, CUIDE DAS COISAS DO SENHOR para ser santa”(1Corintios 7.34)



Um grande beijo e que o Senhor seja contigo!
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