Protegendo o futuro dos filhos
Estamos na era da informação. Nunca tivemos tanto acesso a conteúdos, ideias, opiniões e diferentes formas de enxergar o mundo. E, nesse contexto, nossas crianças e adolescentes crescem sendo expostos cada vez mais cedo a uma infinidade de pensamentos, comportamentos e valores.
Alguns desses valores podem entrar em conflito com aquilo que aprendemos dentro de casa e com a fé que desejamos transmitir aos nossos filhos. Por isso, como mãe, muitas vezes me pergunto: **estamos realmente atentos ao que está formando o coração e a mente das novas gerações?**
Vivemos em uma sociedade marcada por muitos problemas. Solidão, desestrutura familiar, falta de propósito, violência, vícios, sexualização precoce e tantas outras situações acabam alcançando também nossos filhos. Muitas vezes, aquilo que parece apenas um “modismo” ou uma tendência revela, por trás, pessoas tentando encontrar respostas para necessidades muito mais profundas.
O mundo está carente. E, diante do vazio interior, as pessoas procuram maneiras diferentes de preenchê-lo.
Como mães e pais, precisamos reconhecer que os desafios de hoje são diferentes daqueles enfrentados pelas gerações anteriores. Nossos avós tiveram suas próprias dificuldades; nós temos as nossas.
Hoje nossos filhos têm acesso a uma quantidade de informação que nós jamais tivemos na infância. Há internet, redes sociais, jogos eletrônicos, televisão, conteúdos disponíveis a qualquer hora e uma exposição cada vez maior a padrões de comportamento, aparência e relacionamentos.
Ao mesmo tempo, algumas coisas que pareciam tão naturais antigamente foram se perdendo: as brincadeiras ao ar livre, as longas conversas em família, o convívio entre gerações, o tempo sem telas e, principalmente, a presença dos pais na formação cotidiana dos filhos.
Talvez seja justamente essa a grande ironia da era da informação: **temos mais meios de comunicação do que nunca, mas nem sempre temos mais comunicação dentro de casa.**
Então, como proteger o futuro dos nossos filhos?
Não podemos colocá-los em uma bolha. Não conseguiremos impedir que eles conheçam o mundo, nem devemos imaginar que poderemos controlar tudo aquilo a que estarão expostos. Mas podemos fazer algo muito mais importante: **podemos ajudá-los a construir dentro de si referências suficientemente sólidas para que saibam discernir aquilo que encontram pelo caminho.**
“Afinal, como saberão se ninguém lhes falar?
Como ouvirão se não há quem pregue?
E como pregarão se ninguém quer ir?”
(Romanos 10:14)
Não basta querer proteger nossos filhos de tudo o que consideramos ruim. Precisamos também ensiná-los aquilo que consideramos bom.
Precisamos conversar com eles.
Precisamos ouvi-los antes que o mundo se torne o seu principal conselheiro.
Precisamos conhecer suas dúvidas, seus medos, suas amizades, suas descobertas e até aquilo que eles têm vergonha de contar.
Uma conversa sincera, olho no olho; um abraço; um afago; um colo; uma oração juntos — coisas tão simples podem construir uma ponte que permanecerá aberta mesmo quando nossos filhos crescerem.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”
(Provérbios 22:6)
Mais do que qualquer poupança bancária, patrimônio ou planejamento para o futuro, existe algo que precisamos investir desde os primeiros anos de vida: **tempo, presença, valores e relacionamento.**
Precisamos parar um pouco nossos afazeres para conversar com nossos filhos, ler histórias bíblicas, ensinar-lhes aquilo em que cremos, contar-lhes sobre o plano de Deus, orar juntos e dizer-lhes o quanto são amados e preciosos.
E, conforme crescem, precisamos continuar caminhando ao lado deles, permitindo que façam perguntas, que pensem, que amadureçam e que aprendam a tomar suas próprias decisões à luz daquilo que receberam.
Não conseguiremos escolher todas as influências que chegarão até nossos filhos. Mas podemos escolher o que será plantado neles antes que essas influências cheguem.
A missão de zelar pelos filhos não significa controlar cada passo de suas vidas. Significa estar presente o suficiente para ensiná-los, orientá-los, corrigi-los, amá-los e prepará-los para caminhar pelo mundo sem perder aquilo que aprenderam dentro de casa.
**O futuro dos nossos filhos não está inteiramente em nossas mãos. Mas a responsabilidade de cuidar, ensinar e formar enquanto eles estão sob os nossos cuidados está.**
Pai e mãe, essa é uma missão que não pode ser terceirizada.
Proteja o futuro de seus filhos começando pelo presente: **esteja perto deles. Converse com eles. Ensine. Ore. Ame.**
E que Deus nos dê sabedoria para sermos fiéis guardiões daqueles que Ele confiou a nós.
Deus abençoe e dê sabedoria a todos!
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Ameii ....
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