quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

*Mitos e Fatos sobre parto normal






São poucos os fatos da vida envoltos em tanto mistério, medos e tabus quanto o parto.

Quem já esteve grávida fartou-se de ouvir de amigos, parentes, conhecidos e até de desconhecidos sobre os grandes perigos do parto. Todo mundo tem uma história trágica a contar. São tantas histórias dramáticas que não consigo entender como é que as nossas cidades não estão povoadas de pessoas lesadas, paralisadas, ressecadas e enroladas em cordões assassinos! Sem contar nas mulheres alargadas e com incontinência urinária no último grau.

Qual é a grávida que não foi parada pela manicure, pela cobradora do ônibus, pela cunhada da prima da vizinha para ouvir uma história tenebrosa sobre o bebê que bebeu água do parto, que chorou na barriga, que fez cocô no líquido amniótico, que secou de tanto que passou da hora, que tinha 30 voltas de cordão no pescoço, que teve um parto seco, que teve um fórceps tão forte que lhe afundou o crânio de lado a lado?

Se você está grávida e se a sua barriga já aparece, certamente você já ouviu uma história dessas e não gostou nada dos pulos que seu coração deu. Pensando em ajudar as mulheres que se encontram nessa situação, aqui vão algumas dicas para ajudar a desmistificar os "grandes perigos" que as cercam quanto mais o parto se aproxima.

MITO

Falta de Dilatação

EXPLICAÇÃO

Muitas mulheres hoje em dia dizem que não conseguiram ter um parto porque tiveram falta de dilatação.

FATOS

Tecnicamente não existe falta de dilatação em mulheres normais. Ela só não acontece quando o médico não espera o tempo suficiente.A dilatação do colo do útero é um processo passivo que só acontece com as contrações uterinas.

MITO

Bacia Estreita

EXPLICAÇÃO

Uma mulher com bacia estreita não teria espaço para a passagem do bebê Existem situações não muito comuns em que um bebê é grande demais para a bacia da mulher, ou então está numa posição que não permite seu encaixe.

FATOS

Não mais que 5% dos partos estariam sujeitos a essa condição. Além disso, tecnicamente é impossível saber se o bebê não vai passar enquanto o trabalho de parto não acontecer, a dilatação chegar ao máximo e o bebê não se encaixar.

MITO

Parto Seco

EXPLICAÇÃO

Um parto depois que a bolsa rompeu seria uma tortura de tão doloroso.

FATOS

A verdade é que depois que a bolsa rompe o líquido amniótico continua a ser produzido, e a cabeça do bebê faz um efeito de "fechar" a saída, de modo que o líquido continua se acumulando no útero. Além disso o colo do útero produz muco continuamente que serve como um lubrificante natural para o parto.

MITO

Parto Demorado

EXPLICAÇÃO

Um bebê estaria correndo riscos porque o parto foi/está sendo demorado.

FATOS

Na verdade o parto nunca é rápido demais ou demorado demais enquanto mãe e bebê estiverem bem, com boas condições vitais, o que é verificado durante o trabalho de parto. Um parto pode demorar 1 hora como pode demorar 3 dias, o mais importante é um bom atendimento por parte da equipe de saúde. O que dá à equipe as pistas sobre o bebê são os batimentos cardíacos. Enquanto eles estiverem num padrão tranquilizador, então o parto está no tempo certo para aquela mulher.

MITO

Bebê passou da hora

EXPLICAÇÃO

O bebê teria como uma "data de validade" após a qual ele ficaria doente

FATOS

Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade, a indução do parto pode ser uma ótima alternativa.

MITO

Cordão Enrolado

EXPLICAÇÃO

A explicação é de que o bebê iria se enforcar no cordão umbilical

FATOS

O cordão umbilical é preenchido por uma gelatina elástica, que dá a ele a capacidade de se adaptar a diferentes formas. O oxigênio vem para o bebê através do cordão direto para a corrente sanguínea. Assim, o bebê não pode sufocar.

MITO

Não entrou/não teve trabalho de parto

EXPLICAÇÃO

A idéia aqui é de que a mulher em questão tem uma falha que a impede de entrar em trabalho de parto

FATOS

A verdade é que toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso.

MITO

Não tem dilatação no final da gravidez

EXPLICAÇÃO

A explicação é que o médico fez exame de toque com 38/39 semanas e diz que a mulher não vai ter parto porque não tem dilatação nenhuma no final da gravidez.

FATOS

Tecnicamente uma mulher pode chegar a 42 semanas sem qualquer sinal, sem dilatação, sem contrações fortes, sem perder o tampão e de uma hora para outra entrar em trabalho de parto e dilatar tudo o que é necessário. É impossível predizer como vai ser o parto por exames de toque durante a gravidez.

MITO

Placenta envelhecida

EXPLICAÇÃO

A placenta ficaria tão envelhecida que não funcionaria mais e colocaria em risco a vida do bebê O exame de ultra-som não consegue avaliar exatamente a qualidade da placenta.

FATOS

A qualidade da placenta isoladamente não tem qualquer significado. Ela só tem significado em conjunto com outros diagnósticos, como a ausência de crescimento do bebê, por exemplo. A maioria das mulheres têm um "envelhecimento" normal e saudável de sua placenta no final da gravidez. Só será considerado anormal uma placenta com envelhecimento precoce, por exemplo, com 30 semanas de gravidez.



Curiosamente, a amamentação também tem uma maravilhosa lista de mitos e lendas, sempre no sentido de diminuir a confiança da mãe em sua capacidade. Aproveite agora para cuidar de você e do seu bebê. Não deixe que os pessimistas de plantão estraguem esse maravilhoso momento da vida de vocês.

Referência:
Ana Cristina Duarte
Doula, Educadora Perinatal, Graduanda em Obstetrícia pela USP Leste
Mãe de Júlia (Cesárea Desnecessária) e Henrique (Parto Normal Hospitalar)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

*Mães batizadas com fogo

por Mike Shea
Batismo de Fogo  
( Ministração Batismo de Fogo por Mike Shea)

"Eu os batizo com água para mostrar que vocês se arrependeram dos seus pecados,mas aquele que virá depois de mim os batizará com Espírito Santo e com fogo." Mateus 3.11

Conhecemos o batismo nas águas, o batismo no Espírito Santo. Jesus é aquele que nos batiza com água, mas também é aquele que nos batiza com fogo.
Um exemplo de batismo com fogo, é pegar uma folha de papel, e batizar ela com fogo(queimá-la). Quando isso acontece, ela desaparece, só restam cinzas.
A evidência de que você foi batizado com fogo, não é sapatiar ou tremer. A evidência, é que você some!

Em Marcos 8.34-35, Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse: "se alguém quer me seguir, esqueça os seus próprios interesses, carregue a sua cruz e me acompanhe."
Deus não vai batizar com fogo a pessoa que não é uma oferta viva. A oferta começa com renúncia: Negue-se a si mesmo. Não é fácil se render a Deus! Nesse mundo é difícil encontrar uma pessoa totalmente rendida a Deus.

Não é fácil se render a Deus, porque o nosso desejo de sermos reconhecidos pelos homens, de ter algo que nos tráz atenção, e os louvores, nos leva a buscar lugares de destaque. Nos leva a estudar áreas que vão nos projetar, nos colocar em lugar de destaque. Desde crianças somos programados assim pelo mundo.
Mas Jesus diz: "se alguém quiser vir após mim, esqueça os seus próprios interesses, carregue a sua cruz e me acompanhe."
Você tem que abrir mão dos seus sonhos, projetos, aspirações; dos sonhos da família com relação a você. Não quero o que é meu, não quero o que eu quero, quero o que Deus quer para mim!
Pegue a sua cruz! cruz não é sofrimento.
Jesus sabia que ele ia levar uma cruz real, até o Gólgota. Ele diz que havia uma razão pela qual Deus o enviou. Era ele que deveria levar a cruz, essa era a vontade do Pai sobre ele, era a parte dele.
..."quem quiser me seguir, negue-se a si mesmo"... Abre mão de desejos, ambições, e descubra a razão pela qual Deus te pôs no mundo, e depois, faça, cumpra!

Muitos imaginam que ministério, é um grande público assistindo. Mas o que era mais importante, o ministério de João Batista, ou o ministério de Zacarias e Isabel seus pais, na vida de João Batista?
Sabemos a história de John Wesley, que foi usado por Deus para a transformação de uma sociedade na Inglaterra. Mas você sabe sobre a vida da sua mãe, que diariamente ensinava a bíblia para ele e para seu irmão Charle?
Aos olhos de Deus, quem era mais importante, quem tinha o ministério mais importante? John Wesley ou Susana sua mãe?
Quem era maior (como homem, na ótica humana) no Reino de Deus, Jesus ou a mãe de Jesus? Isto porque Maria podia literalmente ter abortado os planos de Deus, mas não fez. Ela disse sim para os planos de Deus, embora não fosse o que ela planejava.

Muitas vezes nós queremos ser a pessoa de destaque, e não uma pessoa que vai gerar por exemplo um profeta, uma pessoa que Deus vai usar.

Temos que mudar nossa mentalidade, descobrir a razão pela qual Deus nos colocou no mundo, e cumprir esse plano, pois Ele está procurando cooperadores. Aqueles que vão abrir mão de uma vida sossegada na terra. Jesus abriu mão por nós, descobriu a razão de estar na terra. ..."quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, pegue sua cruz e me siga."

Deus quer nos batizar com fogo, não do nosso jeito, mas do jeito dEle. Quer que nos anulemos, desaparecemos, para cumprir a vontade dEle.

Para o Reino se cumprir, Deus está estabelecendo sacerdócios em todas as áreas da sociedade. Deus está procurando as mulheres que querem ser mães em tempo integral. O desejo de devolver o valor à maternidade.

Os próprios psicólogos dos nossos dias tem reconhecido, que a falta das mães nos lares, é a raiz de muitos distúrbios, se não a maioria. O mundo reconhece e fala sobre isso.

João Batista disse "aquele que virá depois de mim, os batizará com Espírito santo e com fogo."
Deus quer nos revelar os planos dele conosco, para que cumpramos. Você está disposto a deixar Ele te usar?

Jesus batiza-nos com o teu fogo!


Mensagem completa disponível em DVD pelo site www.casadedavi.com.br

*Relato do parto de Josué e Emanuel T. Matos

por Julia T. Matos



O nascimento de Josué Teixeira de Matos.

Domingo 01/07/07, estava num evento feito pelo Ministério Casa de Davi, chamado “Espera pelo Espirito Santo”, com 38 semanas de gestação. Sabendo que a partir daquela data poderia nascer o Josué, muitas pessoas vieram e oraram por mim, pelo parto e pelo bebê, deram muitas palavras de ânimo e força.

Foi um tempo muito bom, pois estava muito sensível e com isso pude ouvir o PAI me acalmando e fortalecendo para esse grande e único momento!!!

Fiz meu acompanhamento de pré-natal pelo HC da UEL (Hospital das clinicas da Unversidade Estadual de Londrina), pois é um hospital que atende somente mulheres com alguma doença patologica ou gravidez de alto-risco.

Meu caso era de uma arrítimia que tive a três anos atraz e estava em tratamento quando engravidei, devido a isto, tive que tomar remédio durante a gravidez e os médicos sugeriram um parto normal com peridural para que no momento das contrações meus batimentos cardíacos não alterassem muito, causando assim uma arrítimia. Estava tudo sob controle.

No dia seguinte, segunda-feira, fui para o pré-natal, na boa, sossegada, pensando a chegada do Josué não seria tão já, pois eu não estava tendo contrações, nem perdendo líquido e nem sangramento, absolutamente nada, estava me sentido muito bem, achando que ele viria dali duas semanas.

Mas não foi bem assim. Na semana que passou fiz um ultra-som e o médico percebeu que o líquido aminiótico já estava ficando “envelhecido” e já era hora dele nascer, o médico disse: já está maduro, está na hora, não tem mais porque esperar.

Então o médico que me acompanhava pelo pré-natal, resolveu me internar, fez o exame do toque e não tinha dilatação. Ele não deixou nem eu ir para casa pegar as coisas, era de lá direto para o HU (Hospital Universitario), hospital onde tive o Josué.

Eu e o Ney ficamos doidos, trêmulos, atemorizados, não sabíamos o que fazer, afinal, logo logo teriamos um bebê!!!!!

Por volta das 11:00h, fomos para o HU de ambulância, logo ligamos para nossas familias e amigos.

Chegando ao hospital, depois de fazer a papelada da internação, subi para a ala da maternidade. Vieram as enfermeiras e me colocaram soro com um remédio para a indução do parto. Eu estava super bem e curiosa de como seria essa tal dor de contraçao, rs...

O Ney ficou o tempo todo comigo me dando a maior força.

Seis horas depois, comecei a sentir umas coliquinhas meio chatas e estava com 2cm de dilatação, as enfermeiras diziam que isso não era nada, precisava sentir mais dores e ter 10cm de dilatação para o bebe nascer.

O tempo foi passando e a dor aumentando, como se duas pessoas estivessem puxando uma de cada lado o meu quadril. O tempo inteiro eu fiquei deitada naquela maca, horas e horas.

A dor começou a ficar intensa por volta das 20h, porém a dilatação não aumentava muito, comecei a ficar nervosa, pois tinha dor e não havia dilatação e o Ney tentando me acalmar com palavras e gestos carinhosos, mas, na altura do campeonato, eu queria que ele sumisse da minha frente devido a dor.

Fiquei tão nervosa que meu coração entrou em jogo, ele começou a disparar e ficar arritimado. Nesta hora algumas pessoas começaram a me ligar para falar e orar comigo, foi muito bom, me senti amparada pela familia e amigos.

A dor continuava aumentando, o coraçao batendo um pouco arritimado” e a dilatação continuava a aumentar lentamente. Com isso os cardiologistas resolveram monitorar meu coração e deixar um desfibrilador ao meu lado caso acontecesse alguma coisa.

Com isso, fiquei mais nervosa ainda, eu não estava entendendo nada. Queria tomar a anestesia logo, mas, tinha que ter pelo menos 7cm de dilatação e a minha havia parado em 5cm.

Por volta das 23h em meio a dores e gritos, minha bolsa rompeu, nisso o Ney andando pra cima e para baixo, orando, não sabendo o que fazer para me tranquilizar.

Os médicos viram que eu já estava com 7cm de dilatação, aplicaram a anestesia para diminuir um pouco as dores das contraçoes e me tranquilizar.

Assim que tomei, diminuiu bastante as dores e fiquei mais calma.

Após uma hora, quando eu menos esperava, os médicos vieram novamente fazer o teste e finalmente eu já estava com 10 de dilatação, estava tudo sob controle.

O médico chamou o Ney e mostrou ate o cabelinho do Josué, pois em instantes nasceria.

Fui para a sala de parto já cansada, sem força. O Ney pegou a máquina para filmar o momento do parto e tirar fotos. Me posicionei na cama e fiz força mais umas duas vezes e o medico resolveu pegar o fórceps para me ajudar a puxar o Josué.

Quando senti a contração novamente fiz força e ele com o auxílio do fórceps tirou o Josué.

Foi muito lindo esse momento, apesar de estar cansada queria ver o meu bebezinho, saber se estava tudo bem com ele, principalmente ver a carinha dele e com quem se parecia. Logo a enfermeira me levou o Josué e pude vê-lo de pertinho.

Depois voltei para o quarto, onde eles me levaram e eu amamentei bem tranquila e feliz.


Josué nasceu as 1:20h do dia 03 de Julho de 2007, pesando 2.690kg e medindo 47cm, com apgar 6 e 9.

Eu e o Ney estávamos muito felizes com a Herança que Deus nos deu.


Eu Também sou muito grata ao PAI por nunca nos abandonar, por ter guardado a minha vida e a vida do Josué em todos os momentos.

Agradeço ao Ney, pela paciência comigo naquele momento de desespero e dor e tentar me acalmar com gestos e palavras!

Agradeço também aos meus familiares por ligarem e estarem até de madrugada querendo saber notícias do bebê. Aos amigos do ministério por intercederem em todos os momentos e trazerem palavras diretas do coraçao de Deus. E a Magridt por me encorajar a ter parto normal!!! Rsssssssss......

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O nascimento de Emanuel Teixeira de Matos.


Fevereiro de 2008, quando Josué estava apenas com 7 meses de vida, engravidei do meu segundo filho!!!!!!!!!!!!


Como já tinha tido um parto normal, estava esperando que o próximo filho seria mais fácil de nascer, isso gerava uma grande expectativa dentro de mim, pois queria que fosse mais rápido e menos doloroso.

Comecei novamente o pré-natal no HC, como na gestação anterior.

Nas consultas eram bem engraçado porque os médicos lembravam de mim e do Ney e diziam: - Vocês aqui de novo?

Passei toda minha gravidez tranquila, porem correrendo para cima e para baixo com o Josué, que era bem pesadinho, tinha mais ou menos 13 kg. Ele estava na fase de engatinhar e andar, eu ficava o tempo inteiro com aquele barrigão atrás dele, o tempo foi passando e eu fazia de tudo que alguém possa imaginar.

Quando estava com 35 semanas, fui ao banheiro fazer xixi e saiu uma gota de sangue, fiquei super preocupada, fomos ao HU (Hospital Huniversitario), me examinaram e disseram que não era nada preocupante, o colo do útero estava fechado o bebê estava bem. Realmente não sangrei mais e continuei minha rotina.

Quando estava com 36 semanas já comecei a sentir as contrações de Braxton, com intensidade leve e indolor. Na realidade trata-se do seu útero que está se exercitando para quando iniciar o trabalho de parto.


Como no filho anterior, quando estava com 37 semanas, em um domingo fui na “Espera do Espirito Santo” e recebi uma palavra onde Deus dizia que estava comigo e iria me ajudar. Logo relacionei com o parto, pois toda a gestação orei para que fosse normal sem indução e sem forceps.

Na segunda-feira já com 38 semanas, comecei a ficar atenta, pois poderia a nascer a qualquer momento, e as contrações começaram a aumentar, mas, eram insignificantes. No outro dia levantei e resolvi passar pano na casa e fazer uma leve faxina, fiz tudo devagar durante o dia todo.

Nesse mesmo dia a noite, eu, o Ney e o Josué fomos ao mercado, já era tarde, e o mercado estava quase fechando. Em um determinado momento quando estava andando no mercado tive que parar, pois, senti uma contração que não conseguia andar direito, mas logo passou e terminamos de fazer as compras.

Chegamos em casa e fomos deitar, eu estava bem cansada. Por volta das 3h da manhaã, não consegui mais dormir, comecei a virar de um lado para o outro sentindo umas coliquinhas, resolvi levantar e andar um pouco pela casa, senti que as contrações aumentaram, mas, fiquei na minha, pois, estava comparando com o parto do Josué que rompeu a bolsa e senti muita dor. Pensei que se fosse ao hospital me mandariam voltar porque era um alarme falso.

Passaram-se meia hora e resolvi marcar as contrações, durante uma hora estava de cinco em cinco minutos, nisso chamei o Ney, que estava dormindo e disse para ele que estava sentindo contrações de cinco em cinco minutos, mas ele não se preocupou muito pois minha aparência estava tranquila.

Quando era mais ou menos 4h, as contrações aumentaram e começaram de três em três minutos. Achei melhor ele ir buscar uma amiga nossa, Paulinha, para ficar com o Josué, pois não aguentava mais esperar e as dores estavam aumentando muito. Enquanto foi buscá-la eu fui trocar de roupa e coloquei um vestido, pois era mais fácil de colocar. Neste momento, a dor já era tanta que não conseguia nem levantar as pernas, nisso sentei na cama e ali fiquei até o Ney voltar, estava sentindo uma ardência como se fosse a cabecinha do bebê querendo sair.

Finalmente eles chegaram, levantei rápido com as pernas cruzadas e fui para o carro gritando de dor e desespero pois o bebê ia nascer ali mesmo se demorasse mais um pouco.

O Hospital facava uns 10km da minha casa, o Ney nunca dirigiu tão rápido dentro da cidade, esses 10km foram os mais demorardos da minha vida, eu gritava de dor e desespero, pedindo para ir logo pois estava sentindo a cabecinha dele, isso sem contar as curvas e buracos, me chacoalhando dentro do carro de um lado para o outro. Foi muito intenso aquele momento, parecia realmente um filme.

Em meio a tanto desespero, o Ney orava dentro do carro e eu me lembrava da palavra que Deus tinha me dado na “Espera pelo Espirito Santo: VAI EU TE AJUDO!".

Finalmente chegamos no HU, o Ney saiu do carro desesperado gritando: - Minha mulher está tendo um filho!

Eu não conseguia descruzar as pernas, a impressão que tinha era que o bebê iria cair se eu levantasse, mas, consegui sentar na cadeira de rodas e fui levada até uma maca. Quando deitei e relaxei, pude fazer mais força, as enfermeiras pediram para eu não forçar muito se não o bebê nasceria antes de chegar na sala de parto, mas, eu não conseguia me segurar.

Chegamos na sala de parto e os médicos não precisaram fazer nada para o bebê nascer, enquanto eles e o Ney ainda colocavam as roupas, luvas e máscara, fiz apenas mais uma força e ele escorregou, daí então ouvi o chorinho dele, foi muito emocionante como se fosse o primeiro filho.

O Ney dizia: - Ele nasceu, ele nasceu, como é lindo!!!

Eu não estava acreditando que havia sido tão rápido assim, eu estava pasma.

As enfermeiras falaram que era para eu ter vindo antes pois demorei muito e quando cheguei já estava coroando e no período expulsivo.

Emanuel Teixeira de Matos, nasceu 29 de outubro de 2008 as 5:20h, pesando 2.865Kg e medindo 48cm, com apgar 10 e 10.


Eu e Ney ficamos muito felizes. Gratos por mais uma herança que Deus nos confiou.


Meu coração não ficou nem um instante arritimado, foi tudo tranquilo e ótimo, só o PAI para nos proporcionar essa segurança. Realmente ele estava comigo me ajudando naquele momento tão especial da minha vida!!!


Obrigado PAIZINHO!!!!!









*Relato do Parto de Mikhael G. R. Luz

por Magridt Gollnick Luz
O nascimento de Mikhael Gollnick Rodrigues da Luz
Domingo 04 de março de 2007, véspera de completar 40 semanas(Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação), fui ao CBA(Centro Brasileiro de Adoração), ficar um pouquinho com Deus consagrando a Ele aqueles últimos momentos que antecediam a chegada do Mikhael. Adorei ao Deus Pai, e com minha barriga enorme, dancei em Sua presença e me enchi de Sua alegria. Nesse dia recebi um presente lindo como mãe, palavras proféticas para a vida do Mikhael, entregues pelos ministros da Casa de Davi. No final alguns vieram me contar, que sentiram que Deus gostaria que o Mikhael recebesse essas palavras para a vida dele, ainda na barriga da mamãe, e que assim, ele estaria pronto para nascer. Isso me emocionou muito!
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Passaram-se dois dias, e eu apostando a chegada do Mikhael para o dia 7, ou para a próxima segunda-feira, quando completaria 41 semanas.
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Quarta-feira dia 07, despertei de madrugada,mas dessa vez não foi para fazer xixi, "como durante toda gravidez". Estava sentindo alguns incômodos no fim da coluna e algumas cólicas, isso parecia ter soltado meu intestino. Como era apenas um leve incômodo voltei a dormir, antes disso observei que estava perdendo bastante líquido, cheguei a pensar na possibilidade de ser a bolsa(Um sinal que evidencia o rompimento da bolsa de líquido amniótico é a saída de um líquido transparente, turvo ou ligeiramente amarelado, semelhante a urina, mas sem cheiro e que não se consegue controlar sua saída. Outro bom sinal é ao fazer xixi observar no vaso sanitário se o líquido possui alguns pequenos "grumos"). De manhã, contei para o Michel sobre a perda de líquido que continuava, acompanhada de alguns veios de sangue, cheguei a colocar um absorvente. Essa secreção tinha todas as características de ser tampão(o tampão mucoso, que se parece com uma rolha. Tem a função de evitar que germes alcancem a bolsa na qual o bebê fica durante a gravidez. A perda do tampão mucoso, de aspecto gelatinoso, indica que o fim da gravidez se aproxima), a cor , os veios de sangue, mas oque nos deixava em dúvida era a quantidade. Teve um momento que sentei no vaso , e  Michel e eu ouvimos cair muito líquido, aí ficamos com "a pulga atrás da orelha".
Michel pensou em faltar a sua aula para ficar comigo, pois estava achando que a bolsa estava vazando aos poucos, mas eu o tranquilizei dizendo que devia ser o tampão mesmo, e que quando o tampão cai, ainda pode levar alguns dias para iniciar o trabalho de parto( A perda do tampão, com ou sem sangramento, pode acontecer de algumas horas até 15 dias antes do parto).Ele foi para a aula, eu fiquei com minha irmã Ingrid, que já havia chegado à cinco dias lá de Curitiba, nossa terra natal, para me ajudar com o bebê. Não contei nada para ela, para não nos precipitarmos em expectativa. Fiquei tranquila e tentei relaxar me distraindo enquanto preparava o almoço. Enquanto cozinhava senti três ou quatro vezes, aquele mesmo desconforto que havia sentido de madrugada, no entanto eu estava me sentindo bem!

 Depois do almoço, fui assistir alguns vídeos com minha irmã, ajeitei um puf e deitei nele. Lá pelas 13h30, senti algo como uma contração, muito fraquinha e indolor.
Como nas últimas semanas, eu não havia tido contrações de Braxton(As contrações de Braxton Hicks são contrações de treinamento que se iniciam por volta da vigésima semana de gestação. Elas são uma espécie de treino do organismo para o momento do parto. Elas podem surgir cerca de 3 ou 4 vezes por dia e, geralmente, não causam muita dor, mas a barriga fica momentaneamente muito dura e pode haver um ligeiro desconforto na região pélvica ou fundo das costas), pensei ser elas me preparando para "o grande dia". Mas, depois de uma hora, senti novamente uma contração, dessa vez resolvi contar para minha irmã. A essa altura eu já estava no segundo absorvente... Ela achou melhor pesquisarmos na internet alguma explicação para aquela secreção, mas mesmo assim, não dava para identificar se era tampão, ou líquido amniótico.
Michel voltou, e mais tarde teria que retornar para dar aula, ele insistia na ideia da bolsa rota, e eu teimava que era o tampão. Como esse processo já estava dando 12 horas, precisávamos decidir, ou aproveitávamos a presença do Michel em casa para darmos uma passadinha na maternidade todos juntos, a fim de checar esse "liquido", ou aguardava até a noite. Fiquei receosa que fosse bolsa rota(Em relação a quanto tempo esperar, isso varia. Na literatura encontramos períodos variando entre 12 e 96 horas) então resolvi ir checar.

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Durante a gestação , pesquisei e acabei optando por um hospital público, a maternidade Lucilla Balalai-Londrina/PR, ganhadora de prêmios como da UNICEF, e reconhecida como referência para o Brasil, pela sua visão humanizada e de hospital amigo da criança.
Desde o início, eu queria um parto mais natural possível, e com o mínimo de intervenção médica. Conversamos com a  Pati Merlin que é doula,  pensando na possibilidade de fazer um PD Parto Domiciliar(o parto domiciliar é aquele realizado na casa da própria gestante, de forma natural com a presença de profissional capacitado acompanhando o trabalho de parto. Indicado para os casais que desejam uma vivência plena, em ambiente tranqüilo, do momento do parto. Muito comum nos EUA, e países desenvolvidos), mas na época, ainda não existiam médicos preparados para esse tipo de parto na cidade. Deixamos a ideia para quem sabe o próximo filho, e fomos visitar a maternidade.
O diretor nos recebeu e apresentou as dependências, explicou todos os procedimentos, nos agradamos muito com tudo. Deduzimos que ali teríamos liberdade para protagonizar o parto e pedir auxílio médico só quando necessário.
Minha escolha desde o início foi pelo Parto Natural(é o parto onde o médico simplesmente acompanha o parto. É o parto normal sem intervenções como anestesias, episiotomia e indução. O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida),achado o lugar perfeito restava aguardar o grande dia.

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Chegamos à maternidade às 16h, e fui logo explicando para a médica que eu estava bem, e só queria checar o que era aquela secreção, pois caso fosse a bolsa vazando já havia dado 12 hs .
Ela me examinou e ufa! Graças a Deus não era a bolsa, era o tampão mesmo! Eu estava morrendo de medo de ter que ficar internada caso fosse bolsa rota, pois eu sabia que meu trabalho de parto ainda nem havia começado pra valer, e eu sempre planejei passar meu trabalho de parto em casa,  só ir para a maternidade "nas últimas". Nada melhor que viver um momento tão intimo como a chegada de um filho em nosso lar doce lar. Ainda mais que uma grande porcentagem dos trabalhos de parto que terminam em cesariana são resultado da gestante ir muito cedo para a maternidade, no comecinho doTP.
Fiquei feliz, mas ainda tinha outra notícia boa, a médica disse: "menina, você já está com 3 cm de dilatação, e está tranquila desse jeito?". Pensei comigo " Uau, 3 centímetros!!! Se continuar assim ,terei um parto sem dor, rsrs!" Agradeço a Tia Nilda pelas orações específicas nesse sentido, sei q fizeram muito efeito!
Como eu não estava tendo dinâmica (perguntei para a médica que termo era esse, e ela explicou, que é quando ainda não tem contrações regulares), ela disse para ir para casa, pois o trabalho de parto poderia deslanchar em duas horas como poderia demorar ainda dois dias. Voltamos empolgados, mas já no carro senti mais contrações. Cheguei em casa com fome, tomamos um café gostoso, e as contrações foram chegando devagarinho e foram se regulando rapidamente, achamos melhor começar a cronometrar. 
Eu não parava quieta, estava com a neura da limpeza(dizem que esse é um "fenômeno" comum no dia do parto, rsrs), queria tudo arrumadinho para receber o Mikhael. Eu ia pela casa fazendo uma coisa ou outra, cada vez que vinha uma contração, eu gritava de onde eu estava para o Michel marcar no relógio. Ele e a Ingrid, bem que queriam ficar me seguindo pela casa, verificando se estava tudo bem comigo, mas eu logo sinalizava que não queria ninguém me seguindo, rsrs.
Minha irmã colocou um CD para rodar, e deixou o volume bem alto, assim eu me concentrava na música, em qualquer lugar da casa em que eu estivesse.
Lá pelas 20h  mais ou menos, o Michel achou que já estava na hora de eu me preparar para a maternidade, pois pelos cálculos dele nas contrações, já estava dando o limite de tempo recomendado para se ficar em casa (pelo menos 1h de TP regular com 3 contrações a cada 10 minutos).
Fui para o chuveiro, a água morninha nas costas era tão relaxante! Eu de olhos fechados, cantando, me concentrando em Deus, tentando atraí-lo naquele momento para perto de mim, isso me deixava tão calma... de repente eu estava tão bem, curtindo aquele momento, em algumas horas Michel e eu estaríamos passando pela experiência mais marcante de nossas vidas. E agora eu já podia sentir Deus tão pertinho de mim, ali me dando força.
Michel preocupado vinha toda hora ao banheiro ver se eu ia sair dali ou não. Ele  dizia para eu sair logo, antes que "nascesse em casa",  rsrs. 
Mas para falar a verdade, estava tão difícil sair daquele chuveiro, estava tão bom ali...eu, o Mikhael em meu ventre se preparando para nascer, aquela água morna, aquela canção que eu cantava para Deus... 
Bom, então percebi que o Michel estava realmente preocupado(tadinho, toda aquela responsabilidade de pai de primeira viagem né) e fui saindo. Quando estava me arrumando, senti algo muito especial, como se eu tivesse realmente conseguido atrair a presença de Deus para pertinho de mim, senti uma emoção enorme,algo inexplicável,uma alegria imensa, um nó na garganta, comecei a chorar...

Finalmente estava pronta para ir, em todos os sentidos! Peguei a bolsa do bebê e da mamãe, nos despedimos da Ingrid e do Zen meu cachorrinho, que aliás foi o único que conseguiu me seguir pela casa. O Michel e a Ingrid comentavam: "olha a cara do Zen de preocupação com a Ma", é incrível como esses companheirinhos sentem tudo!

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Durante o trajeto para a maternidade, senti novamente aquela presença de Deus me envolver. Falei para o Michel que alguém deveria estar orando por mim naquele momento, pois eu estava sentindo muito forte a presença de Deus, não consegui me controlar,e chorei... Depois brinquei com o Michel que na maternidade iriam pensar que eu estava chorando de dor, mas eu bem sabia que era de alegria!
Na bíblia tem um versículo que diz que a "alegria do Senhor é a nossa força", e foi realmente a alegria do Senhor que me encheu de força naquela noite.
Eu estava então preparada para o grande momento que viveria naquela madrugada, finalmente daria a luz ao nosso pequeno Mikhael.

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Chegamos na maternidade perto das 21h. Enquanto o Michel fazia o cadastro, eu não conseguia ficar parada, andava de um lado para outro, cantando baixinho a mesma canção do chuveiro.
Finalmente veio uma enfermeira nos buscar, no consultório mediu pressão e tal, saiu. 
Eu não queria sentar, ficava andando pela sala, cantarolando. A médica chegou e me examinou, viu que eu estava agora com 4 para 5 cm de dilatação, achei que evoluiu pouco desde a tarde quando fiz a primeira avaliação.
Como estava com mais de 3 cm de dilatação e com contrações regulares, isso caracterizava que eu deveria ficar internada, mas a médica informou que a maternidade estava lotada e que eu não poderia ficar ali, não haviam vagas! Não aceitei aquilo! Eu havia planejado que meu parto seria naquela maternidade, minha fé me fazia crer que  Deus havia me direcionado para aquele lugar. 
Propus a médica que eu ficaria até mesmo em um sofá se fosse preciso, mas que me deixassem ficar. Então, ela disse que iria conversar com o médico chefe para tentar uma vaga para mim, e graças a Deus ela conseguiu!
Depois de fazer o cardiotoco(Exame com eletrodos colocados na barriga da mãe durante 20 minutos, capaz de testar a vitalidade fetal da criança), me levaram para um quarto de pré-parto, me encaminharam para um banho, e depois recebi a famosa "camisola de maternidade", com a qual não me dei muito bem, pois ela insistia em abrir rsrs.
Durante o banho, eu só agradecia a Deus, fiquei tão feliz por conseguir a vaga, por Ele estar cuidando de tudo para mim, "abrindo as portas", fazendo surgir vaga onde "não há vagas". Nem me passava pela cabeça, ter que procurar outra maternidade naquela altura do "campeonato". 
O Michel logo chegou depois de fazer o meu internamento, trouxe as bolsas, água, filmadora, enfim, veio carregado e todo feliz, estava chegando a hora tão esperada!
Nos acomodamos no quarto, e o processo foi se desencadeando, sentia que agora o trabalho de parto era pra valer.
Eu caminhava o tempo todo para ajudar na dilatação(A caminhada ajuda a dar mais ritmo às contrações ), andar também me ajudava a aliviar a dor. Como estava ficando tarde o sono vinha chegando, o Michel me aconselhou a poupar as energias e relaxar um pouco sentando na Bola Suíça.
Eu sentia muita sede, a boca ficava seca, bebia água o tempo todo. Quando vinham as contrações o que me incomodava mais era uma dorzinha chata nas costas, as quais o Michel estava resolvendo com massagens o tempo todo, aliviava bastante! Ele também me ajudava a ir para o chuveiro, pois a água morna é um ótimo método natural para o alívio da dor, fiquei lá um bom tempo. Sentei no banquinho do banheiro com os pés apoiados no vaso, e achei engraçado ver que nessa hora a gente acha cada posição esquisita, mas se é para aliviar o desconforto tá valendo!
Eu continuava a perder muita secreção principalmente cada vez que eu me levantava de onde estava sentada. Lá pelas tantas ao me levantar, escorreu líquido pelas minhas pernas. O Michel todo empolgado disse que agora era a bolsa, mas eu estava com tanto sono e já acostumada com tanto líquido "fluindo" de mim, que nem pensei nisso. Ele chamou a médica para conferir, ela examinou e tchan tchan tchan tchan: bolsa rota! Naquele momento eu estava com 6 cm de dilatação.
O que estava mais difícil de contornar naquele fase era o sono e a dor nas costas, eu já estava bem cansada. Então para me animar, a médica disse que dali em diante eu iria ver como seria rapidinho depois da bolsa rompida, e que quando viesse a contração eu deveria ajudar fazendo força. Realmente dali em diante foi rapidinho, comecei ajudar fazendo força, dava mesmo muita vontade de fazer força quando vinha a contração, a famosa "força de coco"(semelhante ao reflexo de evacuar).
Eu já não estava achando posição confortável, e apesar de ser a última coisa que eu pensava em fazer, resolvi deitar um pouco para descansar. Eu não queria deitar pois sabia que essa é uma posição que não facilita no trabalho de parto, e eu estava realmente ansiosa para ter o bebê, tudo o que fizesse desencadear mais rapidamente o processo eu faria. Apesar disso vi que nessa posição as minhas costas pararam de doer, e assim eu pude descansar e quase cochilar entre as contrações, coisa que o Michel não deixava de jeito nenhum, pois estava ali no meu ouvido dizendo para fazer força, rsrsr. Eu tinha que lembrá-lo que a força era apenas durante a contração e não o tempo todo, eita ansiedade de ver o garoto!
O Michel me ajudou muito, foi fundamental no trabalho de parto, me dava água, fazia massagens "milagrosas", e dava os comandos já que eu estava "mais para lá do que pra cá" de tanto cansaço e sono. Trabalhamos juntos,ele era o cérebro e eu o corpo.
Quando observaram que eu estava fazendo muita foça, a médica veio checar novamente, e aí veio a frase tão esperada: dilatação total! Nessa hora vem os elogios... "está indo muito bem, continue assim, respire"...a médica avisou que ficaríamos mais um pouco naquele quarto para o bebê descer mais um pouquinho.
Eu estava na fase do expulsivo(O expulsivo é o período do parto em que o bebê efetivamente nasce. Para fazer isso, ele precisa girar, pois o canal de parto), fiz mais algumas forças, aí senti queimando "o circulo de fogo" (uma ardência redonda no canal vaginal), nessa fase, o bebê já estava coroando. Me passaram para a maca, pois eu estava deitada na cama e me levaram para a sala de parto. 
Sempre fiz planos de parir na PPP(cama de parto humanizado), para poder ficar inclinada, quase sentada ou até mesmo de cócoras(A posição de cócoras oferece várias vantagens, como o fato do parto ser mais rápido devido ao auxílio da gravidade e a oxigenação do bebê ser melhor) e não deitada, mas na hora vi que não daria. Eu realmente só estava conseguindo ficar deitada, em outra posição as costas doíam muito. Que pena!
A faze do expulsivo, foi a que senti menos dor durante as contrações, pelo fato de me concentrar na respiração e na força que eu precisava fazer. Na verdade sentia mais cansaço e falta de ar, pois tinha que ser uma força bem comprida. Prendia a respiração e fazia toda a força que eu conseguia,então quando acabava, eu estava sem ar e cansada.
Ainda no início da internação, eu havia sinalizado à médica o desejo de não fazer episiotomia (corte no períneo para alargar a passagem do bebê), oque aconteceu, foi que na hora, ela viu que a pele estava querendo lacerar, talvez pela minha posição deitada, que dificulta a saída do bebê, talvez por eu não ter toda elasticidade necessária... não sei, o fato é que ela acabou fazendo a episio, mas essa realmente não era a minha vontade!(Segundo a OMS é Direito da Gestante- Não se submeter à episiotomia (corte do períneo), que também não se justifica cientificamente, podendo a gestante recusá-la)
Depois do parto a episiotomia me incomodou, dói, é desconfortável para sentar, mas graças a Deus em poucos dias cicatrizou.
Mas voltando a sala de parto... fizemos ali mais algumas forças, o Michel e eu, (rsrs) ele ajudava elevando minha cabeça contra o peito na hora da força. Todos incentivando e torcendo, quando me avisaram que a cabecinha estava saindo, e logo depois o corpinho todo, foi rápido, uma sensação gostosa de alívio e uma emoção por ter sido capaz, por ter conseguido, por ter gerado e trazido ao mundo um lindo bebezinho.
Mikhael como eu havia imaginado que seria quase não chorou, e até hoje ele é assim, "paga pra não chorar", ouvi apenas uns gemidinhos gostosinhos de ouvir, tão meiguinho! Eu estava muito cansada, deitei a cabeça,e ali fiquei por uns segundos pensando em milhões de coisas, queria ver meu bebezinho que estava sendo examinado pelo pediatra, mas não conseguia levantar a cabeça.
Michel viu tudo, viu ele nascendo, a médica pegando ele pelos pezinhos e depois mostrando para ele, viu o pediatra fazendo os primeiros procedimentos, e se admirou com a prática e rapidez com que ele movimentava o Mikha.
Logo a médica avisou que agora a placenta sairia, e eu comentei: " o segundo parto!",  ela me acalmou: "não se preocupe essa parte não tem nem comparação, é bem mais fácil" e realmente foi. Naquela loucura toda, tanta emoção, nem consegui ver a placenta, mas o Michel viu, ficou admirado com aquela "bolsa" que guardou nosso bebê durante a gestação. 
Depois que a bolsa saiu começaram os curativos e cuidados, havia um médico ajudando e ele perguntou porque eu pedi para não fazer a episiotomia, se era porque eu havia feito cursos de gestante. Expliquei que desde o início da gestação eu pesquisei muito sobre tudo oque envolve gestação e parto, e por isso não queria fazer episiotomia de rotina (aquela que é feita apenas por hábito do médico) Mas foi bom descobrir que ali na maternidade não eram realizadas episiotomia de rotina. Tanto é que depois cruzei com duas mulheres que haviam ganhado bebê na mesma noite, e não precisaram de episiotomia. Me conformei um pouco pois tirou a impressão de ser "enganada " pelo sistema, apenas para ser cumprido um procedimento de "rotina"!
Passaram-se alguns minutos, o pediatra terminou de examinar o Mikha, eu estava ansiosa para vê-lo, para saber como ele estava. Lá da cama de parto só dava para enxergar os pézinhos dele se mexendo, e aquele resmunguinho gostoso. Finalmente  trouxeram ele pra mim, lindo! Com um olhão esperto, nem parecia de recém nascido, a enfermeira colocou ele no seio para que fizesse a primeira mamada da sua vidinha, ainda na sala de parto, logo ele pegou e mamou com força.
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Naquela madrugada, o Geison, um amigo nosso que não estava sabendo de nada, acordou de repente. Ele pensou, que se Deus o havia acordado aquela hora da noite era para interceder por alguém, então no mesmo momento veio o meu nome ao seu pensamento, e ele começou a orar por mim, quando acabou olhou no relógio e eram 3:00hs da manhã, exatamente a hora que acabou o parto do Mikhael...
Deus cuida dos seus filhos, e ainda nos dá provas disso, provas do seu grande amor por nós!
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Mikhael nasceu as 2:45hs do dia 8 de março de 2007 , pesando 3,040kg, com 51cm, e índice apgar 9 e 10. Estávamos muito emocionados, Michel só dizia: ele é lindo!
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Quero agradecer a Deus por estar tão pertinho de mim nesse momento me dando força, me enchendo de alegria, cuidando de mim com tanto zelo,me proporcionando o melhor mesmo em meio a simplicidade.
Agradeço ao Mi, meu amor, minha metade que me ajudou trazer ao mundo o nosso "pedacinho", teu carinho, tuas massagens, tuas palavras, teu apoio total no trabalho de parto... " vai Ma faz força agora!"... na verdade, não sei quem fez mais força, se você, ou eu, he he! mas sei que nós dois juntos trouxemos o Mikhael ao mundo naquela madrugada, e foi tudo LINDO!!!!!!!

Agradeço aos familiares q tanto nos abençoaram e nos abençoam, tornando tão especial a gestação e chegada do Mikhael.

E aos queridos amigos, que nos acompanharam durante essa maravilhosa jornada "rumo ao Mikhael", cada palavra , cada gesto, todo o carinho e amor que recebemos de vocês tornava cada dia mais linda essa gestação abençoada!

Não temos palavras!... amor , carinho, dedicação, apoio, e as palavras de Deus para a vida do Mikhael, que foram entregues através de vocês, são coisas que nos fazem os pais mais felizes do mundo! nossa aliança só ficou mais bonita!!!Amamos todos vocês!!
MA, MI, MIKHA....família feliz!
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