domingo, 20 de junho de 2010

Malaquias 4:6

Sou o tipo de pessoa "de fases", que vive inventando alguma coisa, novos projetos onde coloco toda a minha energia, nunca sei por quanto tempo sigo no mesmo interesse, pois sempre estou mudando o foco e tentando suprir novas necessidades do universo ao meu redor. Por ser assim tão inconstante, é até difícil imaginar como uma pessoa desprendida e um tanto individualista seria boa mãe.
Pois bem, tenho sobre minha vida uma palavra de Deus:“Ele converterá o coração dos pais
aos filhos e o coração dos filhos a seus pais,
para que Eu não venha e fira a terra com
maldição.” Malaquias 4:6.
Numa sociedade onde pais não tem mais tempo para os filhos o meu perfil seria um dos primeiros a jamais negar meus interesses pessoais para dedicar um tempo de minha vida aos meus filhos.
Com toda certeza, o peso da palavra de malaquias sobre a minha vida e a compreensão da vontade de Deus sobre a maternidade, me faz transcender a minha própria natureza por uma causa maior.
Essa palavra de malaquias 4:6 é a essência de uma família unida, estruturada, que tem suas bases sólidas e firmes no amor, na dedicação mútua.
Sei que essa palavra é para todos aqueles que temem a Deus e querem contribuir para o reino de Deus, então tome posse dela para a sua vida!


Encontrei esse artigo que explana malaquias 4:6 do livro Conversa de coração a coração com os pais de Jim Hohnberger do ministério vida plena de poder e achei muito válido trazê-lo ao blog, vamos juntos entender melhor essa preciosa passagem bíblica voltada a nós pais:

No capítulo final do Antigo Testamento,o profeta Malaquias fala de uma obra especial que o Senhor fará exatamente antes de Sua volta:

“Ele converterá o coração dos pais
aos filhos e o coração dos filhos a seus pais,
para que Eu não venha e fira a terra com
maldição.” Malaquias 4:6.

Se eu pudesse pintar dois quadros, no primeiro ilustraria o que os pais cristãos representam hoje em dia, e no segundo ilustraria o que Deus está chamando os pais cristãos a se tornarem.

No primeiro quadro pintaria um homem com uma das mãos alcançando o mundo, enquanto a outra mão está levemente estendida para sua família. Este homem é símbolo das três classes de pais na cristandade de nossos dias.


O PRIMEIRO TIPO DE PAI


Na primeira classe estão aqueles pais
que estão ativamente alcançando o
mundo com as muitas facetas das Escrituras,
mas que têm negligenciado a obra
prática do dia-a-dia de ser o sumo sacerdote
no próprio lar. Essencialmente colocaram

seu ministério para com o mundo à
frente da obra no campo missionário do próprio
lar. Embora sejam conscienciosos em
seus ministérios, têm, como o fez o sacerdote
Eli do Antigo Testamento, negligenciado
sua primeira obra – aquela de ordenar seu
próprio lar nos caminhos do Senhor, para
que através de uma família centralizada em
Cristo, bem organizada e bem disciplinada,
possam mostrar ao mundo, a influência prática
do evangelho na própria família.


O SEGUNDO TIPO DE PAI


A segunda classe de pais em nosso primeiro
quadro pode ser vista à luz da parábola do jovem rico.
Este homem deu preferência
a suas riquezas em lugar de Jesus. Tais


homens, de um modo geral colocaram suas


carreiras como prioridade acima das necessidades


genuínas de sua família.

O jovem rico olhava para Cristo com admiração,


e seu coração foi até mesmo atraído ao


Salvador. Mas ele não estava disposto a


aceitar o princípio de abnegação do Salvador.



Atualmente, da mesma forma, muitos


homens que seguem uma carreira profissional


são atraídos à própria família, porém escolhem


sua carreira secular, enquanto a espiritualidade


prática da família e suas responsabilidades


de sumo sacerdote são negligenciadas.



Homens nessa classe fariam bem em


atentar às palavras de I Coríntios 6:19: “Não


sois de vós mesmos”, pois sua família tem


direito sobre você.



O TERCEIRO TIPO DE PAI



Na terceira classe de pais estão aqueles


que são simplesmente indiferentes às


verdadeiras necessidades espirituais de


seu pequeno rebanho. Perdem-se nos esportes,


noticiários, livros e revistas, interesses


pessoais, ou em uma vida de despreocupação


e liberdade das próprias responsabilidades


paternas como sumo sacerdote do lar.



Para mim, Esaú é quem melhor representa


essa classe de pais. Esaú amava a satisfação


própria e centralizava seus interesses no presente.



Ele gostava da liberdade selvagem de


seu esporte e por um prato de guisado rejeitou


seu direito de primogenitura. Quantos


pais hoje em dia estão descuidadamente negociando


a gloriosa herança espiritual de


seus filhos e filhas por alguma liberdade errônea,


indulgência ou prazer temporário! Do


mesmo modo que Esaú acordou para ver a


loucura de sua precipitada troca quando era


tarde demais para recuperá-la, eu oro para


que não seja tarde demais quando esses pais


que negociaram a herança de suas famílias


por satisfação pessoal acordem para sua loucura.



OUTRA REALIDADE

Vamos agora olhar ao segundo quadro.

Nele eu pintaria a cena de um pai com uma
das mãos firme e determinadamente abraçando
sua esposa e filhos, enquanto a outra mão,
bem como as mãos de toda a família estão
completamente estendidas para um mundo
faminto por um evangelho que
tem poder para transformar
vidas. Sua obra é realmente
uma obra totalmente abrangente
e tem influência de alto alcance.

Uma família bem ordenada,
bem disciplinada, fala
mais em favor do cristianismo
do que todos os sermões
que se possam pregar. Uma
família assim dá prova de que
os pais foram bem-sucedidos
no seguir as instruções de
Deus, e de que seus filhos o
servirão na igreja. Sua influência
aumenta; pois à medida
que comunicam, recebem para
tornar a comunicar. O pai e a mãe encontram
auxiliares nos filhos, os quais transmitem a
outros as instruções recebidas no lar. ... Toda
a família se acha empenhada no serviço
do Mestre; e pelo seu piedoso exemplo são
outros inspirados a serem fiéis e leais a Deus
no trato com o Seu rebanho, Seu lindo rebanho.

A maior prova do poder do cristianismo,
que se pode apresentar ao mundo, é
uma família bem ordenada, bem disciplinada.
Isso recomendará a verdade como
nenhuma outra coisa o poderá fazer, pois
é um testemunho vivo de seu efetivo poder
sobre o coração.
Enoque e Noé seriam os melhores exemplos
de pais que não apenas colocam os braços
ao redor de sua família, mas dão mensagem
de advertência a um mundo prestes a
perecer em pecado.



SEGREDO PARA TERMINAR A OBRA



Em minha opinião, antes de a igreja poterminar a obra no mundo,
terá que fazer primeiro a obra em seus próprios lares. No


entanto, até hoje, os pais mal começaram a


tocar com as pontas dos dedos a sua obra em


casa. Se primeiro demonstrarmos ao mundo


um evangelho através do qual pais, mães e


filhos são todos bem-ordenados, bemdisciplinados,


e submissos a Cristo em pensamentos,


palavras e ações, aí será encontrado


o evangelho que tem poder para mudar o


mundo!



A vocês pais, que se encontram no primeiro


quadro, sejam vocês pastores ordenados


ou pregadores leigos, podese


muito bem dizer que o maior


pecado contra vocês é


que sua pregação tem sido


sobre teorias e doutrinas da


verdade, enquanto a sua vida


e a vida de sua família


não é “demonstração do Espírito


e de poder”. I Coríntios


2:4.



Existem muitos, mesmo entre


os que ensinam a verdade


aos outros, que não receberão


o selo de Deus na


fronte. Possuem a luz da verdade,


conhecem a vontade de


seu Mestre, compreendem cada


ponto da fé, mas não possuem


obras que correspondam a isso. Esses que


estão tão familiarizados com as profecias e os


tesouros da sabedoria divina devem agir de


acordo com sua fé. Devem ordenar seu lar


após si, para que através de uma família


bem-ordenada possam apresentar ao mundo


a influência da verdade no coração humano.



Sabe, pregar é a parte do ministério


que exige menor sacrifício pessoal e nossas


obras não serão aceitas por Deus


sem uma obra pessoal bem direcionada;


não apenas nos lares dos outros, mas em


nosso próprio lar também. (Ver I Timóteo


5:8.)



Deus chamara Moisés para libertar Seu


povo da escravidão. Moisés tivera 40 anos de


treinamento especial para prepará-lo para essa


obra! Mas, a caminho do Egito, recebeu


uma alarmante e terrível advertência sobre o


desagrado de Deus. Um anjo lhe apareceu de


modo ameaçador, como se fosse destruí-lo


imediatamente. Nenhuma explicação foi dada;


mas Moisés se lembrou que havia sido indife-rente
quanto a uma das exigências de Deus;


cedendo à persuasão de sua esposa, havia


negligenciado a realização do ritual da circuncisão


em seu filho mais novo. Havia deixado


de cumprir a condição através da qual seu filho


poderia ter direito às bênçãos da aliança


de Deus com Israel. Enquanto negligenciasse


um dever do qual tinha conhecimento,


não estaria em segurança, pois não


teria a proteção dos anjos de Deus.


UM PERGUNTA MUITO SÉRIA!



Pais, precisamos nos perguntar: Enquanto


trabalhamos em um ministério


para Deus estamos nós negligenciando


algum dever do


qual temos conhecimento? Como


estão nossos filhos? Será


que possuem alguns dos traços


de caráter de Ofni e Finéias,


filhos de Eli? Temos nós de algum


modo falhado em dirigir


nosso lar de acordo com o Deus


de Abraão? São nossos filhos


inclinados à insensatez? Murmuram


e se exaltam diante do


menor pedido ou correção? Somos


nós capazes de sair para


fazer a obra do Senhor


quando nosso lar está sendo


negligenciado? Se o fizermos,


será a obra uma “demonstração


do Espírito e de poder”, e não estaremos nós


sem a proteção dos anjos de Deus?



Aos pais que têm colocado suas carreiras


à frente da própria família, eu diria


que fácil demais ficamos satisfeitos com nossas


realizações. Nós nos sentimos ricos e abastados


e não sabemos que somos “infelizes,


miseráveis, pobres, cegos e nus”. Agora é o


momento de atentarmos à admoestação da



Testemunha Verdadeira: “Aconselho-te que de


Mim compres ouro refinado pelo fogo para te


enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires,


a fim de que não seja manifesta a vergonha


da tua nudez, e colírio para ungires os


olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3:17 e


18.



A AUTORIDADE DA EXPERIÊNCIA PRÓPRIA



Oito anos atrás Deus me abriu os olhos e


me impressionou a vender minha próspera


empresa, casa e propriedade de campo e mudar


para um ambiente quieto nas montanhas


a fim de iniciar minha primeira obra. Posso


dizer que tem sido a obra mais exigente, mais


progressiva e de maior abnegação; no entanto,


ao mesmo tempo tem sido a obra mais


recompensadora que já realizei. Ter uma esposa


e dois filhos que verdadeiramente


conhecem e servem ao Senhor, que não


são facilmente inclinados a insensatez ou


mau temperamento, que encontram alegria


em servir aos outros e que estão diariamente


crescendo no caráter cristão, é


uma riqueza mais preciosa do que o mais


refinado ouro. À medida que estou disposto


a cooperar com Deus ao assumir


minha primeira obra, Deus


tem suprido muito bem as necessidades


de minha família,


tem-me abençoado com um


trabalho autônomo, bem como


com um ministério eficaz de evangelismo


para o mundo.



Pais, que jamais profiramos


as palavras: “Não tenho


tempo; não tenho tempo para


dedicar ao treinamento de


minha família.” Se assim é,


não deveríamos ter assumido


a responsabilidade de


constituir uma família. Se


temos filhos, então temos uma


obra a fazer em união com a


mãe e com Jesus Cristo na formação do caráter


deles para o reino celeste. Que todos nós


possamos atender às palavras encontradas


em Lucas 11:42: “Devíeis, porém, fazer estas


coisas, sem omitir aquelas.”



O resultado da indiferença no terceiro


grupo de pais é bem retratado em Eclesiastes


10:18: “Pela muita preguiça desaba o teto, e


pela frouxidão das mãos goteja a casa”. Muitos


pais pensam poder sacrificar durante


algum tempo sua responsabilidade como


sacerdotes do lar, sem se tornar completamente


negligentes. Mas nisso enganam


unicamente a si mesmos.



Um bom amigo e eu nos sentimos impressionados


a nos separar de nossa família


por três dias e juntos passar algum tempo


jejuando, orando e estudando a Bíblia. Estávamos


ambos muito ansiosos, a princípio, para


saber que grandes coisas Deus nos revelaria.



No fim dos três dias Deus nos impressionou


fortemente a ir para casa a fim de servir


e suprir as necessidades espirituais de nossafamília como nunca antes.
Deus nos mostrou


que agora é o momento de fazer essa


obra – e que nunca haveria um momento


mais apropriado. Hoje é o dia da


salvação, mas o amanhã, como sabemos, pode


nunca chegar. Vamos atender às palavras


de Cristo aos Seus bem-intencionados discípulos,


que tentaram impedir as crianças de irem


a Ele para que Ele pudesse fazer uma obra


mais importante: “Deixai os pequeninos, não


os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é


o reino dos céus.” Mateus 19:14. Que essas


palavras de Cristo se tornem nossas ações.



Quando considero o meu passado, chego


à conclusão de que eu era uma mistura de


todas as três categorias de pais. Chego à conclusão,


conforme minha mãe me ensinou, de


que é mais fácil limpar o quintal do vizinho do


que o nosso próprio quintal. Também chego à


conclusão de que é mais fácil ganhar muito


dinheiro, do que ver nos próprios filhos a


nossa imagem, como em um espelho; isso


para não mencionar a facilidade de seguir


os próprios interesses egoístas, deixando


a esposa a tentar suportar tanto o


fardo de pai como de mãe.



A FUNÇÃO DE UM PAI



Comparo a função do pai no segundo


quadro à época em que meu filho mais velho


e eu, juntos escalamos nosso primeiro pico.



Levantamos bem cedo de manhã e nos dirigimos


à nascente de um lago na montanha, então


descemos de canoa sete milhas (pouco


mais de 10 km) para a base do Rainbow Peak.



Ali começamos nossa árdua caminhada ao pico


de mais de 3.000m de altura. Muitas vezes


pensei em voltar, à medida que meus músculos


foram ficando doloridos, meu corpo cansado


e meus pulmões ofegavam por ar. Mas


não, eu estava determinado a chegar até o


fim, um passo após o outro, com meu filho ao


meu lado.



Como pais, vamos nós também nos esforçar


por conduzir nossos queridos familiares


no caminho para o reino celeste, apesar de


acharmos o caminho reto, estreito e sempre


ascendente. Mesmo quando o caminho for difícil,


não nos desesperemos. Com nossos olhos


sempre voltados para o alto e nossa mão


segurando firmemente nossos queridos, vamos


conduzi-los no caminho, cada vez dando


passos para um lugar mais elevado.



Quando meu filho e eu alcançamos o piconaquele dia,
que sentimento de realização


experimentamos! E conseguimos aquilo juntos,


como uma equipe. Ao remarmos de volta


naquela noite à luz da lua, lágrimas me vieram


aos olhos ao sentir aquele vínculo especial


que se formava. Lembro-me da oração de


Cristo encontrada em João 17:21: “A fim de


que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em


Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós;


para que o mundo creia que Tu Me enviaste.”



Esta unidade será encontrada em nossa


família quando nos entregarmos como Cristo


entregou a Si mesmo. Isso exigirá esforço e


abnegação contínuos, mas o prêmio vale todo


esse preço.



Quer você juntar-se a mim agora para


responder à oração de Cristo e à profecia de


Malaquias no ato de “converter o coração dos


pais aos filhos e o coração dos filhos a seus


pais”? Vamos abraçar firmemente nossa preciosa


família e então alcançar o mundo que


está perecendo. Pela graça de Deus concluiremos


a obra e iremos para o lar com nosso Pai


celeste.








Um beijo
Deus abençoe a todos!!

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