Aprendendo a viver cada fase— Mãe
“As mulheres mais jovens aprendam a amar os seus maridos e filhos e a ser sérias, puras, boas donas de casa e obedientes aos seus maridos, para que ninguém fale mal da mensagem de Deus.”
Tito 2:4
A vida de casada seguia seu curso e, aos poucos, eu ia me adaptando à nova rotina. Dividia meu tempo entre a casa e o auxílio no ministério e, como ainda não tínhamos filhos, também conseguia trabalhar secularmente sem prejudicar nossa rotina de casal.
O terceiro ano de casados mudou para sempre as nossas vidas. Foi um ano de surpresas e novas responsabilidades.
Teríamos pela frente duas missões muito importantes.
Na primeira, seríamos enviados como missionários para outro Estado. E a segunda faria de nós os representantes de Deus para duas novas “pessoinhas” muito importantes: descobrimos que seríamos pais!
Com a chegada dos filhos, vi o Senhor literalmente me separando de muitas coisas para que eu pudesse viver, com exclusividade e zelo, aquela fase da maternidade.
Se, depois de casada, senti o ritmo das minhas atividades fora do lar diminuindo, quando me tornei mãe percebi que elas precisavam diminuir ainda mais.
Havia chegado um novo tempo.
Um tempo para aprender a desacelerar, aprender a abrir mão de alguns interesses individuais e viver uma missão chamada FAMÍLIA.
Ter discernimento para compreender e obedecer ao querer do Senhor foi fundamental. Quando descobri que o casamento e, depois, a maternidade exigiriam de mim um grande desapego do interesse próprio, entendi que, sem essa compreensão, minha missão como esposa e mãe poderia facilmente se transformar em um fardo.
Eu havia sido uma jovem solteira de personalidade forte e independente, acostumada a dedicar muita energia às atividades da igreja — muitas delas envolvendo liderança.
Eu vinha de uma rotina em que o ritmo era acelerado, minha posição era de destaque e eu tinha a responsabilidade de decidir e delegar.
Mas, quando me tornei esposa e depois mãe, começou uma fase radicalmente diferente. E, junto dela, Deus plantou em meu coração convicções muito claras sobre a importância do ministério FAMÍLIA.
Primeiramente, precisei compreender que, para desempenhar minha nova missão, algumas coisas seriam diferentes de antes.
O ritmo seria mais lento.
A prioridade não seria mais apenas meus sonhos, projetos e atividades pessoais.
Meu tempo e minha liberdade precisariam ser reorganizados.
As decisões já não poderiam depender somente da minha vontade.
Coisas simples, como uma saída ao shopping ou um compromisso extra na igreja, já não eram decididas com a mesma facilidade. Quem é mãe e zela pelo bem-estar dos filhos sabe que qualquer programação fora de casa precisa ser conciliada com toda a rotina da família e com as necessidades das crianças.
É preciso organização e planejamento.
As crianças precisam comer, beber, dormir e descansar. Elas precisam de atenção, cuidado e presença. Quando estão doentes, muitas vezes é necessário mudar os planos.
A maternidade nos ensina, entre tantas outras coisas, que nem sempre podemos simplesmente fazer aquilo que queremos, na hora que queremos.
Entendi que, naquele momento, minha prioridade seria meu marido e meus filhos. Ninguém no mundo precisava mais de mim do que eles.
Eles estavam à frente de qualquer outra causa, de qualquer outro ministério, de qualquer conquista.
Naquele momento, cuidar bem deles era a missão mais importante que Deus havia colocado em minhas mãos.
Quando nos casamos, é importante compreender que o casamento passa a ocupar um lugar de prioridade em nossas vidas. Quando chegam os filhos, novas responsabilidades também passam a ocupar um lugar central na vida do casal.
A família se tornou, para mim, uma missão e um ministério.
E, naquele período da minha vida, a família era prioridade.
Missões e ministérios precisam cumprir seu propósito. E eu acreditava que o ministério da família não poderia ser negligenciado em nome de outras realizações.
Eu via casamentos que não recebiam a dedicação necessária e filhos que precisavam de mais amparo e presença. Para mim, cuidar da família era também cuidar de uma parte importante do propósito de Deus para a minha vida.
Então, esse havia se tornado o meu novo ministério.
Os filhos pequenos e o marido necessitavam de grande parte da minha dedicação, e minha vida e meu trabalho estiveram voltados para eles durante muitos anos.
Nesse processo, aprender a administrar a ansiedade, a impaciência e as minhas próprias expectativas tornou-se uma das maneiras mais claras pelas quais percebi o agir de Deus em mim.
Escolhi ser aquilo que eu deveria ser naquela fase, sem saudosismo pela fase anterior, sem carregar o peso de cobranças por estar muitas vezes renunciando aos meus planos e projetos para cuidar da família.
Eu precisava simplesmente aceitar a nova fase e compreender que eu continuava sendo útil — apenas de uma maneira diferente.
O Senhor deseja nos usar de maneiras diferentes ao longo da nossa vida.
Quando somos jovens e solteiras, talvez tenhamos oportunidades e uma disposição que nos permitam viver determinadas experiências com grande intensidade. Somos destemidas, sonhadoras, fortes, desbravadoras e temos energia para ultrapassar barreiras e fronteiras pelo Reino de Deus.
“Jovens, eu vos escrevi porque sois fortes e guardais a fé.”
1 João 2:14
Jovens, meu conselho a vocês é: usem essa fase da vida para crescer e amadurecer em Deus. Desenvolvam uma história com Ele. Busquem conhecê-Lo!
Direcionem toda a vontade de viver, toda a força e todo o vigor para serem instrumentos nas mãos de Deus.
Vivam o “Ide”, mesmo que ele leve vocês somente até aquela família carente da sua rua, até o orfanato da sua cidade ou até uma colega da escola que precisa conhecer Jesus.
Acreditem: levar Jesus ao próximo é uma experiência para guardar no coração por toda a vida.
Sejam obedientes. Honrem seus pais, líderes e professores. Aprendam desde cedo o valor da obediência, do respeito e da responsabilidade.
O Senhor também deseja nos usar como esposas e mães para edificar nosso lar, firmar suas bases e ser apoio para marido e filhos.
É a nossa parte nessa missão.
“As mulheres mais jovens aprendam a amar os seus maridos e filhos e a ser sérias, puras, boas donas de casa e obedientes aos seus maridos, para que ninguém fale mal da mensagem de Deus.”
Tito 2:4
Ao ler esse texto de Tito, entendo que havia uma orientação especial para as mulheres mais jovens, especialmente no início do casamento e durante os anos em que os filhos ainda eram pequenos.
Para mim, era uma lembrança de que essa fase merecia dedicação, presença e cuidado.
As crianças precisam de atenção e cuidado durante seus primeiros anos de vida. É um período importante para estabelecer bases, formar vínculos e edificar o lar.
Isso não significa que a mulher deixe de se dedicar à família à medida que os filhos crescem. O cuidado com o lar permanece, mas as necessidades mudam.
Com o passar do tempo, conforme os filhos crescem e ganham independência, novas possibilidades podem surgir. A mulher pode voltar a se envolver mais intensamente em outras atividades — ministeriais, profissionais ou pessoais — sem necessariamente abandonar suas responsabilidades familiares.
E finalmente encontramos outra orientação em Tito:
“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convêm a santas... Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos.”
Tito 2:3–4
Nessa fase de mulher madura, com os filhos crescidos e com toda a sabedoria que a vida nos presenteia, chega também a oportunidade de transmitir nossa experiência às mulheres mais jovens.
Nossa própria vida e nosso testemunho podem se tornar instrumentos de ensino e referência para as novas gerações.
É uma nova fase.
Talvez possamos novamente sair para mais longe, voar mais alto e realizar sonhos que ficaram esperando seu tempo.
Então, por que não seguir uma carreira? Por que não realizar antigos sonhos?
Talvez essa seja a hora!
Busque agradar ao Senhor e zelar por Sua vontade em todas as fases da sua vida.
Viva os diferentes tempos que a vida lhe proporcionar. E, quando perceber que uma nova fase começou, diga:
“Eis-me aqui, Senhor, sou tua serva; que aconteça comigo conforme a tua palavra.”
Lucas 1:38
Prove da paz e da alegria de permitir que Deus a use de maneiras diferentes ao longo da vida — como jovem solteira, como esposa e como mãe cristã.
Cada fase tem suas responsabilidades.
Cada fase tem suas renúncias.
Cada fase tem seus frutos.
E talvez uma das maiores sabedorias da vida seja reconhecer o tempo que estamos vivendo e ter coragem de vivê-lo plenamente.
A reprodução deste conteúdo é permitida, desde que sejam mencionados os devidos créditos a autoria e fonte.



Comentários
Postar um comentário