Entendendo a "Sub-missão"




A submissão é conhecida desde o Éden, porém pouco compreendida até os dias de hoje.

Tudo começou com a primeira família. A obra da Criação estava incompleta até que a mulher foi criada e, com ela — a família —, a mais bela das instituições seria possível.

Desde a sua criação, Deus estabeleceu que a mulher seria uma COMPANHEIRA IDÔNEA ao homem. Isso a coloca em um lugar de honra e de importância única e insubstituível.

A Eva, Deus pediu que auxiliasse e honrasse Adão e que lhe desse filhos. E foi assim que, em Eva, Deus estabeleceu aquilo que eu compreendo como um MODELO para o papel da mulher dentro da família.

Como auxiliadora, a mulher deveria oferecer ESTRUTURA para que o homem pudesse cumprir com sucesso a sua missão. Deus criou o homem para dominar a terra, sujeitá-la, glorificando o Criador, e para gerar descendentes que perpetuassem o Reino de Deus. Isso coloca o homem na posição de CABEÇA, GUARDIÃO E PROVEDOR da família.

Como CABEÇA, o esposo é aquele que aponta uma direção e vai na frente, abrindo caminho para a família. Ele conta com a auxiliadora e, finalmente, decide qual é o melhor caminho.

Como GUARDIÃO, o homem defende a sua casa de toda ameaça, tanto física como espiritual. Ele responde pela família; é dele a missão de guardar e proteger a casa.

Como PROVEDOR, busca o sustento para a família. Essa responsabilidade foi dada a ele.

E é justamente aqui que entra a minha compreensão da “sub-missão”.

Para mim, o “sub” não significa inferioridade. Significa uma missão que acontece ao lado de outra, uma missão de auxílio. Vejo meu marido como o titular da missão de conduzir, proteger e prover para a família, e a mim como sua principal auxiliadora nessa caminhada.

Isso não significa que eu seja incapaz de decidir, trabalhar, prover ou assumir responsabilidades. Posso fazer tudo isso e, se necessário, farei. Mas não carrego sobre mim a obrigação de ser a responsável principal por essas coisas. E, para mim, existe uma liberdade muito grande nisso.

Posso escolher trabalhar ou não trabalhar, desenvolver uma profissão, cuidar da casa, criar meus filhos, estudar, empreender, fazer meus projetos, ajudar financeiramente quando quiser ou quando for necessário. Posso ser muitas coisas e exercer muitos talentos, justamente porque não sinto que preciso carregar sozinha o peso de sustentar, liderar e proteger a família.

Eu gosto de ser cuidada pelo meu marido.

Gosto de saber que existe alguém que assume comigo a responsabilidade pela nossa família e que, quando necessário, está à frente para abrir caminho, proteger e prover.

Isso não diminui quem eu sou. Ao contrário: dentro do modelo de casamento que escolhi, faz com que eu me sinta livre para ser mulher, esposa, mãe e simplesmente ser eu mesma.

Talvez seja por isso que essa compreensão de submissão faça tanto sentido para mim. Eu não a vejo como uma perda de liberdade, mas como uma forma diferente de vivê-la.

Não preciso carregar as obrigações mais pesadas da família e, justamente por isso, sinto-me livre para escolher o que quero fazer com a minha vida.

Gosto da sensação de ser cuidada. Gosto de poder olhar para meu marido e pensar: “Ele cuida de nós.”

E talvez seja justamente isso que me faça sentir, dentro da minha própria casa, como uma princesa — e, depois de tantos anos de casamento, como uma verdadeira RAINHA DO LAR. ❤️

A mulher é parte fundamental no auxílio dessa missão. Isso se chama SUBMISSÃO.

Esse auxílio, entre outras coisas, envolve apoio e um lar harmonioso e acolhedor. Todo homem vai precisar de um bom suporte para desempenhar bem o seu papel. Esse suporte tão fundamental para o homem é gerado pela mulher através de coisas simples do cotidiano: palavras de incentivo, carinho, amor, apoio, uma casa cheirosa e organizada, filhos bem cuidados, assessoria em questões importantes, intercessão etc.

Através da submissão à liderança do esposo, a mulher está demonstrando OBEDIÊNCIA ao próprio Deus, reconhecendo a posição dada a ela. Mais que isso, está demonstrando FÉ em Deus, aceitando seguir pelo caminho apontado pelo esposo e confiando que, dessa maneira, estará debaixo da proteção e provisão geradas por ele.

A mulher auxiliadora e submissa ajuda a decidir e administrar, mas não tem a obrigação final de liderar; ela ajuda a proteger a família, mas não tem a missão principal de ser guardiã; pode ajudar a prover, mas não tem a responsabilidade principal de ser provedora.

Ou seja, a submissão, para mim, está relacionada à proteção. E esse lugar significa para a mulher a possibilidade de criar os filhos e cuidar do lar sem a preocupação de ter que carregar também a responsabilidade de liderar, patrulhar ou prover.

A submissão aprendida e praticada desde a casa dos pais, que é levada para o casamento, protege e honra a essência original da mulher, coroando-a como verdadeira moça PRINCESA e, por fim, esposa RAINHA do lar.

❤️

Baseado em Gênesis 1–2 e Efésios 5.

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